segunda-feira, novembro 14, 2011
domingo, novembro 15, 2009
Repetições
Porque será tão difícil escrever algo de novo? Será porque os problemas se repetem, indefinidamente, sem solução aparente. Ou melhor a solução aparente existe, nunca existe é a coragem politica para a levar a cabo, porque há sempre algum tipo de poder que não pode ser afrontado. Os problemas perpetuam-se e eu repito-me. Repetem-se os casos de corrupção que nunca serão julgados e que custam milhares de euros. Repetem-se os discursos a favor do congelamento de salários, no país com o nível salarial mais baixo da Europa e os maiores índices de pobreza. Repetem-se as vozes da hierarquia católica a querer hipocritamente imiscuir-se na vida privada dos cidadãos, como se os direitos pudessem ser referendados ou negados em nome de qualquer religião. E eu repito-me a manifestar a minha indignação, contra a falta de coragem politica e contra os poderes que não podem ser afrontados.
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domingo, maio 31, 2009
A culpa é dos Partidos?
Na sequência do post anterior, no que diz respeito à parte em que Morin alertava para a necessidade de combater as desigualdades, foi comentado que a existência de máquinas partidárias acabava por fomentar o elitismo e as referidas desigualdades. E de facto, temos assistido nas últimas décadas a uma escandalosa promiscuidade entre detentores de altos cargos públicos e privados e os partidos que dominam os governos. Como se não fosse a competência o factor determinante para exercer determinado cargo, mas sim o cartão partidário que esta no bolso de individuo. Sendo que esta lógica alastra desde o individuo que é Presidente do Banco de Portugal ou da Galp ao que gere o Centro de Emprego local ou a Direcção da escola A, B ou C.Logicamente esta orientação subverte toda a lógica democrática, porque ao ingressar num determinado partido, o individuo está a pensar em si próprio, na cunha que irá obter, na carreira que irá alcançar e nunca no bem comum ou na forma como poderá contribuir para melhorar a democracia.
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sexta-feira, dezembro 26, 2008
Oskar Lafontaine sobre a Esquerda II: A crise financeira
«Hoje, as forças motoras do capitalismo já não são os empreendedores, mas os investidores financeiros. É o capital financeiro que governa o mundo e que instaura globalmente uma economia de jogos de casino. A crise dos mercados financeiros era portanto previsível e esperada pelos peritos. No entanto, os governos não fizeram nada para impedir esta crise. Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, as elites políticas julgaram útil a especulação desenfreada. E o continente europeu inclinou-se frente a este juízo. Mesmo durante as fases em que a maioria dos governos europeus estava formada por partidos afiliados à Internacional Socialista, nenhuma medida foi tomada. A perda da dimensão crítica no que concerne ao capitalismo afundou lamentavelmente toda a política oportunista dos partidos socialistas e sociais-democratas. Se fosse necessário uma prova de fracasso, a crise actual dos mercados financeiros é essa prova.
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sábado, dezembro 20, 2008
Oskar Lafontaine sobre a Esquerda
«Ao início da minha carreira política, há cerca de 40 anos, as posições dos partidos de esquerda na Europa ainda eram relativamente claras, as suas missões estavam bem definidas. Ainda não havia esta uniformidade centrista que os grandes partidos revelam hoje. (...) Quer seja na Inglaterra, quer na Alemanha, quer em Espanha, quer em França ou alhures, a distância entre a teoria e a prática política é sintomática para a história do socialismo da Europa do Oeste. Quase sempre e quase por toda a parte, os dirigentes dos partidos socialistas abandonaram os seus princípios - frequentemente contra a vontade da massa dos militantes - em troca de uma pasta governamental.»
Lafontaine propõe ainda um conteúdo programático claro e coerente, insistindo na nacionalização de sectores estratégicos e no reforço dos serviços públicos:
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domingo, dezembro 30, 2007
Falar de 2007
Para ser original, vou escrever um post sobre o ano que passou. Fui ler o que escrevi o ano passado, curiosamente podia escrever exactamente o mesmo. Acho que só mudam as músicas, os filmes, os livros e os poemas. Falei de acontecimentos internacionais preocupantes, do Iraque e do Darfur e um ano depois, continuam a ser motivo de preocupação. Ao Iraque e ao Darfur, junta-se Myanmar e também aqui a comunidade internacional e a ONU agiram com uma preocupante passividade. O desrespeito pelos direitos humanos continua a não incomodar, foi assim em 2006, em 2007 e seguramente será em 2008:
«In politics, no one can hear you scream»…
E o que eu disse sobre o nosso cantinho, é tão certeiro ainda, que me vou citar:
Só posso acrescentar a esta bonita lista o autoritarismo e a propaganda irritante, a culminar com os momentos históricos da presidência da EU. Ainda fomos bombardeados com 6 meses da novela Maddie Mcann, esmifrada até à exaustão e OPAS, tantas OPAS, Mourinhos, Cristianos Ronaldos e Scholaris... Tudo isto, enquanto assistimos alegremente à perda dos nossos mais elementares direitos sociais e laborais. Passivamente. Será diferente em 2008?
Se as preocupações não mudaram muito, vamos ao que mudou:
A música
“Neon Bible” – Arcade Fire
“Cintura” – Clã
O livro
“Portugal, o medo de existir” – José Gil (só o li em 2007... guilty)
O poema
“Conversa com a pedra” - Wislawa Szymborska
“O rosto vulgar dos dias” – Alexandre O’Neill
O filme
”Sicko” – Michael Moore
“The dead girl” – Karen Moncrieff
A série
“Heroes”
“House MD”
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