segunda-feira, novembro 28, 2011
domingo, junho 19, 2011
Então essa coisa do Estado garantir direitos sociais está obsoleta?
Não é preciso dizer mais, porque hoje o nosso Presidente da República foi claríssimo. Os direitos sociais garantidos pelo Estado tornaram-se obsoletos:
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Descritores: Direitos, Exclusão Social, Pobreza, Portugal
sábado, junho 18, 2011
O Cardeal divino economista
E porquê a citação? A citação vem a propósito das declarações do Cardeal Patriarca, que aconselha os portugueses à passividade perante as duras medidas que aí vêm. Esse ilustre economista de inspiração divina, vem certificar uma politica que conduz ao desastre. Faz muito bem colocar-se ao lado do sistema que o alimenta, mas por favor poupe-nos à hipocrisia de que defende os pobres e oprimidos. Se os defendesse, leria Krugman e Stiglitz e saberia o erro que está a ser cometido com o acordo com a troika e incitaria os portugueses a insurgirem-se contra essas politicas. Assim somos levados a pensar que a Igreja tem muito a ganhar com a pobreza e a miséria...segunda-feira, dezembro 13, 2010
A pobreza deve envergonhar quem?
Vem o Senhor Presidente da República dizer que a pobreza nos deve envergonhar a todos. Pois fique sabendo que a única vergonha que eu sinto, é que o senhor enquanto governante durante todos estes anos, nada tenha feito para reduzir a pobreza, a desigualdade e a injustiça social. Pelo contrário, promoveu politicas que nos encaminharam para a dramática situação, em que hoje nos encontramos. A pobreza não me envergonha, entristece-me e revolta-me. Sentiria vergonha se o tivesse eleito, na esperança que resolvesse a questão da pobreza e sendo assim poderia sentir-me responsável. Felizmente sempre percebi a falsidade e a cobardia, de quem não assume responsabilidades pelas medidas que tomou enquanto governante e tendo feito carreira política, nem se assuma como politico. Falta-lhe autoridade moral, para passar responsabilidades que são suas para os cidadãos do seu país. Foram governos seus e do seu partido que permitiram a acumulação de mordomias pelos amigos, de parcerias publico-privadas ruinosas, de politicas de emprego assentes em baixos salários e na precariedade, na destruição do aparelho produtivo nacional e na delapidação do estado social. Enquanto Presidente da Republica promoveu a austeridade, desculpabilizou o sistema financeiro e permitiu a concretização deste PEC, que mais não é que a consolidação da politica que promoveu enquanto Primeiro-Ministro. O combate à pobreza nunca foi um objectivo seu, mas pretende-se agora envergonhado e apela à caridedazinha que mata a fome de alguns, mas não resolve os problemas de quem precisa de um emprego, de uma oportunidade, de um salário que lhe permita viver com dignidade. Essas preocupações nunca foram as suas, por isso guarde a vergonha para si e não passe as responsabilidades para quem não as tem.Nota: Se os Portugueses querem para Presidente da República um senhor que acha que resolve o problema da pobreza com sobras de restaurantes, algo está muito mal!
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sexta-feira, outubro 15, 2010
Indecência
À medida que o orçamento vai sendo apresentado, vamos vendo as medidas de austeridade detalhadamente e percebemos como todos os limites para a decência e ética vão sendo ultrapassados. Chega-se à indecência de colocar o IVA de um pacote de leite para crianças, ao nível dos mesmos 23% com que é taxado um fato Armani, que o nosso Primeiro-Ministro tanto gosta. E quem fala no leite, fala nos sumos de fruta, no óleo alimentar e na margarina, nas conservas. Neste país beber um sumo ou comprar uma lata de milho é considerado um luxo. Aliás de acordo com as novas tabelas de IRS e o tecto às deduções fiscais, percebemos que o nosso governo acha que quem ganha 500 euros já é rico e não pode deduzir mais de 119 euros em despesas de saúde e educação. Isto vai para além do inqualificável, toda a gente sabe só a despesa em manuais e material escolar excede este valor. E o que acontece aos encargos com rendas ou empréstimos para habitação, já não cabem neste tecto, portanto é como se não existissem? A resposta é ter os filhos a estudar e ter uma casa também é um luxo neste país! O que não é um luxo neste país é acumular reformas milionárias e salários, isso pode-se continuar a fazer, um individuo com a cunha certa e o partido certo, pode perfeitamente trabalhar alguns anos na direcção de uma instituição de renome e obter uma reforma choruda mesmo que tenha 40 anos. Esta realidade, o estado pode sustentar sem problemas: vamos espoliar os pobres, os doentes, os reformados e os desempregados, mas não toquemos nos nossos amigos, até porque um dia vamos deixar o governo e queremos as mesmas benesses.segunda-feira, outubro 11, 2010
Irónico não?
Anunciadas as medidas de austeridade, não se discute a recessão que nos vai atingir. Discute-se se o PSD viabiliza ou não estas medidas, como se elas não fossem o que o PSD pretende. O PS refila e trocam-se acusações de irresponsabilidade. Como se não fosse este Centrão que nos deixou no caos financeiro, PS e PSD arruinaram o nosso aparelho produtivo, permitiram abusos nos gastos públicos para satisfazer as suas clientelas e o resultado é o que se vê. A comunicação social descobre agora, um site que existe há anos, que regista as compras públicas e os ajustes directos. Parece que descobriram agora que a administração pública está cheia de gestores incompetentes que não têm qualquer respeito pelo bem público e pelo dinheiro de todos nós. Mas este esbanjamento e má gestão surpreendem alguém?
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sábado, janeiro 16, 2010
Haiti:Tentar compreender a tragédia
A tragédia que se abateu sobre o Haiti, deixou-nos consternados e as imagens que nos chegam diariamente são dramáticas. Mas há mais a dizer sobre a situação do Haiti. Se um sismo é impossível de prever e de impedir (se bem que nunca houve um empenho em financiar uma investigação cientifica profunda sobre o assunto, há domínios mais lucrativos onde investir suponho... ), o mesmo não se pode dizer da capacidade do Haiti em resistir à catástrofe. Se tivesse ajuda na devida altura, este país estaria hoje em melhores condições de lidar com a destruição, não deixaria de ser uma tragédia, mas não teria estas proporções assustadoras.
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Descritores: Capitalismo, Haiti, Pobreza
terça-feira, outubro 27, 2009
Até que ponto?
«Um inquérito alimentar realizado pela Deco revelou que existem pelo menos 40 mil idosos em Portugal sem dinheiro para comer e que o custo dos alimentos é uma das razões para estas pessoas não consumirem alimentos mais saudáveis.»
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Descritores: Desigualdade, Exclusão Social, Pobreza, Sociedade
sexta-feira, outubro 17, 2008
Erradicar a pobreza até dia 19
«980 milhões de pessoas vivem com menos de 75 cêntimos por dia e quase metade da população mundial (2,8 mil milhões) vive com menos de 1,5 € por dia.
Mais de 800 milhões de pessoas vão para a cama com fome todos os dias... 300 milhões delas são crianças. Desses 300 milhões de crianças, apenas 8% são vítimas de secas ou outras situações de emergência; mais de 90% sofre de má nutrição de longo prazo e deficiências de micronutrientes.
A cada ano, seis milhões de crianças morrem de subnutrição antes de completarem cinco anos de idade»
Até soa a cliché, mas atrás destes números estão seres humanos e pessoas reais marcadas pela angústia e pelo sofrimento. Muitas caminham ao nosso lado e nem as vemos. Elas são uma das razões de muitos dos posts deste blog. É por eles que eu critico o sistema e sugiro tomadas de posição. Não basta levantarmo-nos. É preciso mudar comportamentos todos os dias do ano, não só de 17 a 19 de Outubro.
É preciso que quem hoje se levanta, perceba como pode lutar contra o sistema no seu dia-a-dia. É preciso que não sejam coniventes com aqueles que têm milhões para salvar banqueiros, mas que nada fazem para resolver a questão da fome e da pobreza. Temos recursos suficientes para que ninguém morra de fome e possa sobreviver sem carências. Há é que perceber quem é que não quer ver esta evidência e porquê. E que tal aquelas 6 medidas que referi no post anterior, para começar?
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Descritores: Desigualdade, Direitos humanos, Pobreza
sábado, setembro 13, 2008
Uma coisinha muito simpática de se fazer...
"A Greenpeace comprovou que havia crianças a trabalhar no mercado de ferro-velho de Agbogloshie. A maioria tem entre 11 e 18 anos, embora haja algumas com apenas cinco. Muitos foram enviados pelos pais para a capital para ganhar dinheiro" (...) As marcas encontradas no local vão desde a Philips à Nokia, passando pela Siemens, Sony e Microsoft. As etiquetas mostram que são enviadas por várias organizações, como a Den Kongelige Livgarde (Guarda Real dinamarquesa) ou a Agência de Protecção Ambiental dos EUA. Os resíduos electrónicos que têm proveniência europeia vêm quase todos do porto de Amberes - na Bélgica. As amostras de solo recolhidas no Gana e analisadas por uma equipa de investigadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, revelaram que há uma contaminação muito perigosa nestas lixeiras electrónicas, onde os materiais são desmontados à mão e sem qualquer protecção. O metal é separado do plástico. O que não presta é queimado a céu aberto.
"As crianças desmontam os resíduos tendo como únicas ferramentas as suas mãos e uma pedra. Eles procuram as partes metálicas, especialmente o alumínio e o cobre, que podem amontar separadamente. Quando queimam os resíduos libertam no ar partículas de pó e vapores, potencialmente tóxicos, que podem penetrar nos pulmões", lê-se no mesmo relatório da Greenpeace.
Realmente não há limites para a exploração económica dos mais fracos, nem ética, nem moral, nem Cartas Fundamentais dos Direitos Humanos. Não bastava o colonialismo do passado, a exploração continua nas suas múltiplas formas, das mais flagrantes às subtis experiências das farmaceúticas e agora, ao "dumping" de lixo electrónico contaminado... Sem dúvida, uma coisinha muito simpática de se fazer... Mais uma... E palpita-me que não será a última...
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Descritores: Ambiente, Desigualdade, Direitos humanos, Pobreza, Sociedade
sábado, outubro 27, 2007
No Azerbaijão…
«No Azerbeijão, há cada vez mais crianças enfezadas e recrutas que pesam 40 quilos. É devido à má nutrição, mas também ao desejo das mulheres grávidas de manter a linha». Para diminuir o nível de pobreza no país, o parlamento esta a preparar uma série de leis sobre a juventude e o desporto, a saúde das mulheres grávidas e a acústica. Os deputados esperam que a redução da espessura das paredes nas casas permita combater a violência doméstica.Hady Radjabli, deputado azerbaijanês in “Courrier Internacional” de 26/10/2007
Atribuir a culpa do nascimento de crianças subnutridas ao desejo das grávidas de manter a linha, muito interessante esta argumentação... A mulher azerbaijanesa é uma “fashion victim”, quem diria? Porquê falar de pobreza e fome, quando as mulheres (essas vaidosas…) só se preocupam com o corpinho?
Mas sejamos justos, pelo menos os deputados preocupam-se com a questão da violência doméstica. A redução da espessura das paredes é das medidas mais eficazes no combate à violência doméstica? Não percebi… Assim os vizinhos ouvem os gritos das mulheres e chamam a polícia ou vão ajudar? Espero que no Azerbaijão não tenham um ditado como o nosso “entre marido e mulher, não metas a colher…”
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Descritores: Mulher, Pobreza, Política Internacional
terça-feira, outubro 16, 2007
Quanto custa um défice de 3%
Deve ter sido a primeira vez que não me ri dos Gato Fedorento. Não porque não tenham sido certeiros e geniais, mais uma vez… mas porque isto é demasiado trágico e verdadeiro para dar vontade de rir. Demasiadas vidas foram afectadas, demasiados direitos foram pisados para que a meta do défice de 3% fosse atingida. Esse bem maior, qual éden, qual nirvana… suponho que agora vamos todos viver felizes para sempre e não nos vão exigir mais sacrifícios. Vamos deixar de viver no país dos dois milhões de pobres, em que um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. O país dos «novos pobres», pessoas com emprego, mas cujo salário não chega para as necessidades já não será o nosso.
Atingidos os 3%, este será o país onde qualquer dono de um banco pode perdoar 12 milhões de euros em dívidas ao próprio filho. Mas isto já acontece… querem ver que enquanto a maioria dos portugueses se sacrificava, outros já estavam no éden? Nada disso é importante, atingimos a meta dos 3% de défice!! O Éden agora será para todos e vamos viver no melhor dos mundos...
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Descritores: Economia, Pobreza, Política Nacional, Sociedade
segunda-feira, maio 14, 2007
10 mitos sobre a pobreza
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Las 10 falacias sobre la pobreza
1- La negación o minimización de la pobreza (no es tan importante como lo cuentan)
2- La falacia de la paciencia. (Los pobres deben esperar el crecimiento económico para recibir los beneficios que hoy disfrutan las elites)
3- Con el crecimiento económico basta (no es necesaria una política de Estado. El crecimiento por si mismo se ocupará de hacer llegar los beneficios a los menos favorecidos)
4- La desigualdad es un hecho de la naturaleza y no afecta el crecimiento económico.
5- La desvaloración de las políticas sociales. (La única política social es la política económica. En su momento el Mercado resolverá todos los problemas)
6- La maniqueización del Estado. (El Estado es ineficiente, corrupto e incapaz de llevar adelante ninguna política)
7- La incredulidad frente a las acciones de la sociedad civil. (las organizaciones sociales son un mundo de segunda en comparación con el "mundo de las soluciones importantes")
8- La participación, si, pero... (A pesar de que se proclama la importancia de la participación popular en los temas públicos, la realidad demuestra que muy pocas veces los caminos de la participación están allanados)
9- La elusión ética. (La ética no tienen nada que ver con la economía)
10- No hay alternativa. (las medidas que se toman son las únicas posibles, las otras propuestas no son serias)
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Descritores: Inclusão Social, Pobreza, Sociedade




