Mostrar mensagens com a etiqueta Banca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Banca. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, junho 24, 2011

Trata-se de uma guerra

Poucas vozes têm a coragem de descrever a dura realidade tal como ela é, trata-se de uma guerra feita pelo capital financeiro aos mais elementares direitos dos cidadãos. Os governos escolheram ficar ao lado do capital financeiro e não dos cidadãos que os elegeram. Esta é uma dessas poucas vozes que representam alternativas:
  • Nacionalizar temporariamente o sistema financeiro por ser a única forma de travar os capitais especulativos
  • Auditoria imediata à dívida pública e à dívida dos bancos (há aspectos duvidosos como a compra dos submarinos, o BPN e o BPP)
  • Suspensão do pagamento das parcerias público-privadas
  • A economia não é uma corrida de atletismo em que os mais fortes vão à frente porque os que ficaram para trás, têm que se esforçar e correr mais - é um sistema de interdependências
  • Alargar o espaço de debate a todos os cidadãos europeus

sexta-feira, agosto 27, 2010

Lucros modestos


Numa altura em que começamos a sentir o aumento de preços a todos os níveis e o PEC em todo o seu esplendor, surge a noticia que a Banca tem diariamente 7.7 milhões de euros de lucro, só em comissões. Em 6 meses são 1.300 milhões de euros, sendo que se regista um aumento de lucro de 12,6% em relação a 2009. Já não era novidade que os sacrifícios eram só para alguns, agora é preciso esta rédea solta ser tão evidente? É legítimo um só sector, em tempo de crise, absorver tal margem de lucro? Tudo isto enquanto se impõem sacrifícios a sectores debilitados que viram o seu rendimento reduzido… Se a pouca riqueza produzida no país é canalizada desta forma, que crescimento e desenvolvimento social, poderá existir?

segunda-feira, março 09, 2009

Finalmente alguém pede o fim dos offshores

"When banks have failed and the markets have faltered we, the representatives of the people, have to be the people's last line of defence. And that is why there is no financial orthodoxy so entrenched, no conventional thinking so ingrained, no special interest so strong, that it should ever stand in the way of change that hard-working families need."

(...) "The very financial instruments that were designed to diversify risk across the banking system instead spread contagion across the globe. And today's financial institutions are so interwoven that a bad bank anywhere is a threat to good banks everywhere."

"Let us be honest tonight: too many parents, after they put their children to bed, will speak of their worries about losing their jobs or the need to sell houses. Too many will share stories of friends or neighbours already packing up their homes and too many will talk of a local store or business that has already gone to the wall.

"For me, this global recession is not just measured in statistics or in graphs or in figures on a balance sheet. Instead, I see one individual with their own aspirations and increasingly their own apprehensions, and then another and then another. Each with their own stars to reach for. Each part of a family, each at the heart of a community, now in need of help and hope."

He received a roar of approval when he said everyone's savings would be safer "if the whole world finally came together to outlaw shadow banking systems and offshore tax havens".

"The new frontier is that there is no frontier. The new shared truth is that global problems need global solutions."


Discurso de Gordon Brown no Congresso in "The Guardian"


Será um discurso verdadeiro ou um discurso para Obama-maniaco ouvir? Acabar com os offshores no mundo inteiro? Essa até pagava para ver... Surpreendam-me, vá lá!




segunda-feira, fevereiro 23, 2009

O curioso caso de Alan Greenspan

Numa altura em que ninguém consegue perceber muito bem, o que fizeram os bancos aos largos milhões que lhes foram atribuídos, eis que o Guru do Neo-Liberalismo e do mercado livre, Alan Greenspan vem dizer o seguinte:


Quem havia de dizer? A única explicação que encontro para esta mudança de posição, é a própria evidência dos factos. Já foi descoberto o Madoff número dois, o senhor Robert Allen Stanford, que à custa do "laissez faire" e das engenharias financeiras desviou uns bons 9 milhões de dólares para o seu próprio bolsinho. Quantos mais Madoff andarão por aí?

Por cá, surgem documentos que mostram que Dias Loureiro andou a dizer uma mentirinhas aos deputados... Bem mentirinhas não, diz ele, são lapsos de memória. Não sabia que administradores com Alzheimer precoce eram tão bem pagos... Enquanto se tenta apurar o que realmente se passou no BPN, a Banca continua a dar lucro, faz o favor de não atribuir crédito às empresas e ainda despede 2 mil trabalhadores a contrato. Deve ser uma forma de agradecer ao Estado, os avales recebidos... amor com amor se paga!