quinta-feira, julho 16, 2009

Mais sangue na Rússia de Putin





Estemirova, de 50 anos, trabalhou com a jornalista Anna Politkovskaya que foi assassinada há três anos em Moscovo. Em 2007, recebeu o Prémio Politkovskaya e foi distinguida pelos parlamentos europeu e sueco. »

Tal como Anna Politkovskaya, Natalia pagou com a vida a ousadia de denunciar os crimes desumanos da Rússia de Putin e com a mesma impunidade os assassinos não serão acusados. Serão encontrados bodes expiatórios, mas nunca os responsáveis morais e políticos destes crimes. No entanto o mundo sabe. Não sabem os líderes políticos com os seus interesses estrategicos e económicos, ignoram os crimes de Putin e o homícidio e perseguição brutal de uigures na China, mas nós não temos de o fazer...

"Ela dizia abertamente a verdade, às vezes falava das autoridades com dureza. Mas é por isso que apreciamos os defensores dos Direitos do Homem", acrescentou Medvedev, segundo quem este é "um acontecimento triste e uma provocação".

Sim, apreciamos os defensores dos Direitos do Homem! Lá me obrigam a falar de hipocrisia novamente... pelo menos na parte da provocação, ele acertou... Pena é que quem tem poder para reagir a provocações, não reaja...



1 comentário:

Bruno Ramalho disse...

lembro-me de ter lido no outro dia no jornal uma entrevista com o autor do livro sobre a Camorra, quando lhe perguntaram se pudesse voltar atrás se o voltaria a fazer, escrever o livro, denunciar todo aquele mundo que ele conhecia, ele respondeu que como jornalista tinha de dizer que sim, mas que como pessoa que nem pensar, porque perdeu a sua liberdade, tendo de estar sempre escondido e com seguranças para trás e para a frente.

Lembrei-me disto, para referir o quão complicado é o papel destas pessoas que resolvem lutar contra algo que é maior do que eles próprios.