sábado, maio 14, 2011
segunda-feira, maio 09, 2011
O que vem no memorando na Troika e não convém que se saiba o que significa - Parte III
Parte-se do princípio que quem fique desempregado consegue arranjar emprego num espaço de um ano e meio, o que em Portugal com o estímulo à criação de emprego, é tarefa fácil. Aliás até se pressupõe que em 6 meses se resolve a situação, porque já se está a cortar 10% do subsídio. Veja-se o drama para quem já auferia um salário baixo antes de ser afectado pelo desemprego… Por outro lado o facilitar a transição entre ocupações, significa que as pessoas poderão ter que aceitar um trabalho numa função diferente. E já agora, atenção à salvaguarda no acesso dos trabalhadores independentes ao subsídio, uma medida que seria justa, não fosse vincular a prestação de serviço a uma só entidade, numa base regular. Quem tiver prestações a várias entidades, já não tem direito ao subsidio…
«Reforma dos contratos de trabalho, indemnizações reduzidas de 30 para 10 dias por ano de trabalho, os despedimentos individuais ligados ao desajustamento do trabalhador às condições de trabalho são possíveis mesmo que não exista introdução de novas tecnologias ou mudanças no local de trabalho; a extinção do posto de trabalho não precisa de estar vinculada à antiguidade na empresa, sem que exista obrigação de transferir o trabalhador para uma função idêntica; aumento da flexibilidade horária e adopção do banco de horas; revisão do pagamento de horas extraordinárias em 50% e eliminar a compensação de horas por dias de ferias, só haverá aumento do salário caso aumente a produtividade.»
O capítulo da reforma dos contratos de trabalho é explica-se a si próprio. O esforço e dedicação anual de um trabalhador à empresa valem somente 10 dias de trabalho. O despedimento fica facilitado porque a inadequação do trabalhador, deixa de ter que ser justificada. Se a Troika conhecesse o termo “razão atendível” proposto pelo PSD, teria sido colocado aqui. A empresa nem tem que fazer uma tentativa de colocar o trabalhador numa outra função. Por outro lado, quem não for despedido, será sujeito à flexibilidade horária, o que na pratica significa trabalho fora de horas, que o banco de horas sugere que não será pago, e caso as horas extra sejam pagas, seja domingo ou feriado nunca excedem os 50% do valor habitual… Tendo em conta que na maioria dos trabalhos, quem cumpre a sua hora, já é olhado de lado e quem recebe horas extra as faz, para compensar um magro salário, o panorama não é bonito. Mas piora quando se afirma claramente que só existirá aumento salarial, se a isso corresponder aumento da produtividade. Se pensarmos que o trabalhador não controla nem os factores de produção, nem a gestão e organização do trabalho pelas chefias e muito menos os custos de produção, como poderá garantir o aumento da produtividade só por si? Tendo em conta a falta de qualidade dos gestores e os elevadíssimos custos de produção no nosso país, há produtividade como? Pode contar com congelamento ou mesmo redução salarial… Mas afinal, isto é um bom acordo, não é?
domingo, maio 08, 2011
O que vem no memorando na Troika e não convém que se saiba o que significa - Parte II
«Proibição de novas parcerias publico-privadas e revisão das actuais PPP»
Possivelmente a única coisa digerível neste memorando, mas peca por não explicar quanto é que isso vai custar ao estado, dado que existem indemnizações compensatórias…
«Privatização progressiva das empresas publicas (aeroportos Portugal, ANA, CP carga, CTT, GALP, EDP, REN, Caixa Seguros)»
Mais uma vez, não há preocupação com o lucro para o Estado, estes sectores podiam contribuir para a receita do Estado. Mas a agenda da Troika é ideológica, é neoliberalismo puro e duro, independentemente da viabilidade económica da medida… quanto ao cidadão que usa o comboio (fala-se especificamente das linhas suburbanas e do transporte de mercadorias que dão lucro), pode preocupar-se e muito e começar a pensar em alternativas. E o que dizer dos CTT, quantos serviços dão lucro? Deixe de contar com eles… e prepare-se para deixar de ter isenção de IVA nos serviços de correio...
«Reforma na administração pública, redução dos gestores públicos, reavaliação de fundações e similares, reorganização do poder local, aglutinação e centralização de serviços públicos; mobilidade e flexibilidade dos recursos humanos, visando uma redução de 1% ano na administração Central e 2% na local»
Para além dos cidadãos que ficam prejudicados por ver câmaras municipais, juntas de freguesia e balcões de serviços públicos encerrar, isto significa redução de pessoal e piores condições para quem fica e tem que ser flexível. Ainda acredita que não vão existir despedimentos?
«Reforma do SNS: Controlo de gastos na saúde, com poupança a nível farmacêutico de 1.2 do PIB, aumento das taxas moderadoras, redução de 30% no orçamento da adse, adm e sad, reorganização da rede hospital, especialização e concentração de hospitais, aglutinando serviços, reduzindo pessoal e horas extraordinárias, relocação e mobilidade de funcionários, reduzir custos com transportes de pacientes em 33%; flexibilização do horário de trabalho»
O significa reduzir 1.2% do PIB com medicamentos? Significa que as comparticipações serão reduzidas à insignificância e serão os utentes a suportar a maior parte ou a totalidade dos custos com medicação. E sim, são os mesmos que têm de suportar a duplicação das taxas de IVA com reformas de 200 euros... Mesmo quem tenha adse deve preocupar-se, porque em 2 anos, pretende-se reduzir o orçamento em metade, quantas comparticipações ficam de fora? O mais preocupante é a reorganização e concentração da rede hospitalar que pressupõe certamente encerramento de hospitais. Também se fala em reduzir horas extraordinárias, isto é, tente não adoecer fora de horas ou espere mais tempo para ser atendido. E é bom ter o seu próprio transporte para chegar ou sair do hospital, porque os custos com transporte de pacientes são reduzidos em 33%...
(continua...)
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sábado, maio 07, 2011
O que vem no memorando na Troika e não convém que se saiba o que significa - Parte I
Como é que se reduz custos, racionalizando a rede escolar? Só uma forma, encerram-se escolas e para se atingir 195 milhões de euros, não serão duas ou três. Bem podem as pessoas deixar ter como garantida uma escola para os filhos… E a redução de custos de pessoal, não significa despedimentos?
«Congelamento de salários e promoções no sector publico»
Já estamos habituados, mas quando temos que pagar mais impostos e o custo de vida aumenta exponencialmente (como veremos a seguir), o congelamento de salários passa rapidamente a perda efectiva de rendimento.
«Redução de custos com empresas publicas em 415 milhões»
Não seria mau, se isto não afectasse os correios e as empresas de transporte. Está preparado para ver o custo do passe mensal dobrar ou triplicar ou mesmo para ver o transporte que usa reduzido ou suprimido?
«Corte em 150 milhões nos benefícios fiscais às empresas e 150 milhões nos benefícios fiscais aos particulares, colocando tectos máximos nas deduções em habitação e saúde»
(continua...)
sexta-feira, maio 06, 2011
"Força"
FORÇA
As gaivotas despenharam-se sobre o mar,
o seu voo a pique silenciou as estrelas.
Fiquei sem o universo,
as estradas cortadas com a tempestade
tornaram-se angústia
onde nevava, nevava, nevava.
Perante os castelos desfeitos,
não escolhi a compensação
ou o meu sentimento de tragédia.
Olhei para o caminho
e descobri uma pedra deixada pelo teu olhar.
Sem a companhia do universo,
fiquei apenas com a tua pedra.
Joel Henriques
"Terra Prometida"
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Descritores: Poesia
sexta-feira, abril 29, 2011
Mais sociedade para quem?
Estas são as pessoas atrás de Pedro Passos Coelho. Não sabem das outras pessoas que não poupam, porque o que ganham não chega para pagar a comida. Não sabem das outras pessoas que já poupam, para ter o suficiente para garantir a sobrevivência familiar. Metáfora com cinema? E aqueles que já deixaram de ir ao cinema, porque precisam do dinheiro para bens essenciais. Desta vez foi João Duque, há uns meses foi Camilo Lourenço, a dizer que as pessoas têm de deixar de ir jantar fora todos os dias e ir só uma vez por semana... Falam do alto dos seus salários chorudos e da sua vida confortável de burguesia urbana. Completamente alheios e insensíveis à luta diária, de quem trabalhando ou recebendo a justa reforma, não ganha o suficiente para a sua sobrevivência.
É um insulto aos mais desprotegidos, é uma ameaça à coesão social, um ataque aos mais pobres e de uma desumanidade impressionante. Ninguém tenha dúvidas que os elementos deste grupo "Mais sociedade", estão a revelar o programa político do PSD e serão os ministros de Passos Coelho, caso vença as eleições. Perguntem-se se são estes os senhores que querem a dirigir o país? As escolhas deles não são de certeza as do cidadão comum, afectado pelos baixos salários, desemprego e pela recessão! Numa coisa concordo com João Duque, há que fazer escolhas e as correctas não são as dele...
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Descritores: Desigualdade, Economia, Portugal
segunda-feira, abril 25, 2011
Porque é que tão poucos se importam?
Há 37 anos, portugueses lutaram, conquistaram a liberdade, deram-nos um ideal, um conjunto de valores de igualdade, fraternidade, paz, acesso ao emprego, à protecção social, à saúde, à habitação. Foi uma luta árdua que não se fez na praia, nem por conformistas que têm sempre qualquer coisa mais importante para fazer e certamente não foi feita, por quem acha que não vale a pena lutar por um mundo melhor. Infelizmente esses valores foram subvertidos por partidos políticos que esqueceram a noção de bem público e hoje sobra-nos tão pouco. Nem emprego, nem saúde, nem igualdade, com o FMI aí para acabar com o pouco que sobrou. Estão os portugueses de hoje, cientes de que os direitos não são adquiridos? Estão dispostos a abandonar a sua passividade e conformismo, para os exigir de volta? Vão calar perante a perda do direito ao subsídio de ferias e de natal, a redução de salário, o fim da comparticipação dos medicamentos e de um serviço nacional de saúde? O que vão fazer quando já não existirem transportes públicos, escola publica, subsidio de desemprego e doença? Vão calar ou ficar a lamentar o que já tiveram e que foram incapazes de manter, por egoísmo e conformismo?
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Descritores: Democracia, Direitos, Portugal
segunda-feira, abril 18, 2011
Mau demais...
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quinta-feira, abril 07, 2011
FMI: distinguir os factos da propaganda
O nosso pior pesadelo está aí e se alguém tem dúvidas, o futuro dirá se estou ou não a exagerar. Mais do que nunca é preciso distinguir os factos da propaganda. É preciso perceber que o recurso ao FMI não é uma ajuda, na conotação positiva da palavra. Todo o dinheiro cedido será devolvido com juros elevados e com a consequência dramática da destruição dos padrões de vida essenciais à sobrevivência económica do cidadão comum, e dos serviços públicos e de apoio social fundamentais. A nossa economia será atirada para uma recessão profunda da qual dificilmente sairá. Se olharmos para as medidas forçadas à Grécia e à Irlanda, percebemos o que é facto. Propaganda é associar o FMI ao único recurso, à salvação nacional. O que tem passado na comunicação social a soldo da elite económica que nos governa é vergonhoso, banqueiros e economistas a quem só interessa que venha o dinheiro para receberem os empréstimos a juros escandalosos, que fizeram ao próprio país sem dó nem piedade. Não basta a Banca nunca ter pago os impostos devidos, ter sido sucessivamente excluída de qualquer sacrifício, ter beneficiado de milhões de euros de resgate, tem agora a ousadia de negar apoio ao país e obrigá-lo a cair nas mãos do FMI? Ninguém tenha dúvidas que se trata de uma traição à Pátria, é gente que vende a alma por dinheiro e pior hipoteca a sobrevivência dos mais pobres e desprotegidos dos seus concidadãos.
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Descritores: Economia, Política Nacional, Recessão
sexta-feira, março 25, 2011
O festim da crise política
O que se me apraz dizer sobre a crise política, esse festim para os mercados patrocinado pelo PS e PSD? José Sócrates não devia ter-se comprometido com um PEC 4 sem dar conhecimento à Assembleia e ao Presidente da República, mas sabemos já que verdade e cooperação não são atributos que o caracterizem. Por outro lado, o governo está totalmente refém dos mercados e da Sr.ª Merkel e não tem praticamente poder de decisão (não esquecer que isto se deve ao rumo politico que PS e PSD têm vindo a seguir há longos anos). Não havia de facto, grande margem de manobra. O PSD sabe disso, tanto sabe que se comprometeu com os outros PECs e quem já apoiou esta estratégia, não deve saltar do barco a meio da viagem. Isto é tão mais grave, quanto o PSD sabe perfeitamente que uma crise política é um festim para os mercados, que vão descer o rating e fazer subir a divida publica, numa altura em que o país, dentro de 2 meses não terá dinheiro para assegurar salários. Mas o PSD não quer saber, ao PSD só interessa o poder e não o prejuízo que provoca ao país. O PSD quer que venha o FMI, que lhe poupará o trabalho de desmantelar o Estado Social e despedir funcionários públicos. Perante isto, José Sócrates e o famigerado PEC 4 são um pedaço de céu. Se vamos a eleições antecipadas, é entre o impossível e o péssimo que os eleitores ficam. Para quê pedir uma escolha destas? Se tivéssemos um Presidente da Republica activo e preocupado, poupava-nos a isto, aceitava a demissão de Sócrates e pedia ao PS para apresentar um novo governo. O PS não consegue arranjar um líder com mais consciência social, menos arrogância, maior apetência para a verdade e para o diálogo? No entanto, tudo aponta para eleições antecipadas (estas já não ficam caras ao país, como a 2ª volta das presidenciais?), sendo o mais preocupante desse cenário, o desconhecimento total dos eleitores das verdadeiras intenções do PSD. Não sabem a elite económica e perigosa que puxa os cordelinhos da marioneta Passos Coelho, não sabem o que significa a vinda do FMI, não percebem que vão ficar sem SNS, sem escola pública e sem apoio social. Este PSD não tem nada de social-democrata é outra coisa e é bom que as pessoas se informem e percebam isto, antes de votarem.Nota: A imagem é um cartoon de Quino.
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Descritores: Crise, Política Nacional, Portugal
segunda-feira, março 21, 2011
Dia Mundial da Poesia
António Ramos Rosa, "Passagem"
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sexta-feira, março 18, 2011
E agora?
300 mil pessoas saem à rua e a única reacção do Primeiro-Ministro é manifestar compreensão, tendo em conta que na véspera anunciou o chamado PEC 4. No mínimo, podia ter anunciado medidas para transformar os falsos recibos verdes em contratos de trabalho. Qualquer coisa que desse alguma esperança às gerações que se uniram numa expressão comum de indignação. Qualquer recompensa pela maturidade cívica que as pessoas demonstraram, sempre ordeiras e pacatas. Nenhuma... a recompensa foi o anúncio de mais medidas de austeridade desigualmente distribuídas. É aceitável que se congelem pensões de 200 euros e se facilite os despejos, enquanto se desce o IVA do golfe de 23% para 6%? Não será isto empurrar cidadãos pacíficos para soluções populistas de extrema-direita, agravando a indignação e colocando em risco a própria democracia? Não se pode negar que a manifestação de 12 de Março foi de profundo descontentamento com a classe politica, com a corrupção e a governação em função de grandes interesses económicos. E o governo reage confirmando esta ideia.
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Descritores: Democracia, Direitos, Manifestação, Sociedade
sexta-feira, março 11, 2011
12 de Março e o direito a expressar aspirações legítimas
Muito se tem falado da manifestação de amanhã, das intenções ou movimentações políticas que possam estar na sua origem. Acenam-se fantasmas de extremismos de esquerda e de direita, de anarquistas a fascistas. Ignora-se o fundamental, que é tão simples quanto isto, é impossível sobreviver com baixos salários, sem direitos ou garantias sociais ou laborais e sem qualquer perspectiva de melhoria deste quadro dramático. Pelo contrário, o que se tem verificado é um agravamento e uma deterioração das condições de vida e de trabalho. O mais chocante é que se sabe dos lucros obtidos pela Banca e pelas grandes empresas, como a EDP, a GALP, PT, Jerónimo Martins e etc, sabe-se da corrupção e do tráfico de influencias, da promiscuidade entre estas elites, entre políticos, gestores públicos e grandes empresários. A crise, as dificuldades económicas não passam por eles e toda a gente percebe que isso não só não é justo, como é profundamente imoral e errado.
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Descritores: Democracia, Desigualdade, Direitos, Sociedade, Trabalho
terça-feira, março 08, 2011
Are We Equals?
Não sei se é impressão minha ou o feminismo passou de moda. Como se as mulheres tivessem de repente conquistado salários e direitos iguais, como se não fossem sobrecarregadas com o fardo das tarefas domésticas e a educação dos filhos, como se não fossem cada vez mais sacos de pancada em relações destrutivas, que em números assustadores, aumentam anualmente. Quantas mulheres perdem a sua identidade e a sua dignidade para acumular o impossível papel de excelente profissional, boa mãe, esposa dedicada? Quantas se deixam assediar e humilhar para ser o que a sociedade e os homens esperam delas? Estou a exagerar? A ser feminista fora de moda? Os factos falam por si:
Mulheres despedidas duplicam em dois anos
Desigualdades persistem no centésimo dia internacional da mulher
Mulheres são "mais sacrificadas" com a crise e o desemprego
43 mulheres foram mortas em Portugal em 2010, vítimas de violência doméstica: 250 mortes em 7 anos
Relação de Coimbra confirma que dar duas bofetadas na ex-mulher não é violência doméstica
Um quarto dos namoros adolescentes são violentos
...
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Descritores: Desigualdade, Direitos, Mulher
domingo, fevereiro 20, 2011
Um “stalker” chamado Badoo
Finalmente, você recebeu um email…
Você recebeu um email do Badoo, porque:
* Seu amigo decidiu convidar-lhe para conferir seu perfil e em suas novas fotos e vídeos;
* Um usuário acidentalmente forneceu o seu endereço de email, em vez do dele. Todos nós erramos…
O que devo fazer agora?
Você tem duas opções:
Descobrir o que os 107,131,414 usuários estão fazendo aqui
De longe a sua melhor opção :)
ou
Bloquear todos os emails futuros
Não recomendado :(
Seu desejo é uma ordem
Não serão enviadas mais mensagens para fulana@gmail.com.
Mas quando mudar de idéia, volte. Nós estaremos aqui esperando você.
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quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Dos parvos, dos hipócritas e dos lixados
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Descritores: Desemprego, Desigualdade, Precaridade laboral, Sociedade
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Sacríficios para quem e para quê?
E o que dizer da saúde e das parcerias publico-privadas nos hospitais, ruinosas para o Estado e muitas vezes para os doentes? Basta olhar para o caso do Hospital de S. Marcos em Braga. Desde 1 de Setembro de 2009, no âmbito de uma parceria público-privada, a urgência polivalente do S. Marcos, é gerida pela empresa Escala Braga, do grupo Mello Saúde, e é remunerada pelo Ministério da Saúde para estar disponível 24 horas por dia. No entanto, enviavam sistematicamente pacientes para o Hospital público de S. João, alegando que não tinha médicos nas urgências e lesando o Estado em 273 mil euros. Assim é fácil ter lucro! São opções sistematicamente adoptadas e lesivas para o Estado. Quando nos exigem sacrifícios, o mínimo que se pode pedir como contrapartida é uma gestão eficiente desse esforço!
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Descritores: Desigualdade, Economia, Portugal
domingo, fevereiro 06, 2011
Ai coitadinho...
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Descritores: Desigualdade, Trabalho
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Pela liberdade ou pela justiça social?
O melhor é mesmo que cá se pense, que lá longe existem uns povos a pedir democracia e a lutar contra os ditadores maus. Nada disto tem a ver connosco! Os nossos problemas não têm nada a ver. Nós não precisamos tanto de justiça social, de igualdade de oportunidades, de emprego e direito à felicidade como precisamos de democracia e de liberdade... Espero sinceramente que tunisinos e egípcios vençam esta batalha e que a sua luta pela justiça social e por uma democracia fraterna, venha a ser também a nossa.
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Descritores: Democracia, Direitos, Justiça, Liberdade
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Mais Cavaco não!
Se ainda assim encontra justificação para votar Cavaco Silva, aconselho a leitura dos posts destes excertos:
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quinta-feira, janeiro 13, 2011
Sobre o “Inside Job – A verdade da crise”
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Descritores: Capitalismo, Crise, Economia, Recessão
sábado, janeiro 01, 2011
2010: o meu balanço
A música
“The suburbs” – Arcade Fire
“A Day In The Day Of The Days” - Noiserv
“High Violet” – The National
“Lights&Darks” – Rita Redshoes
O poema
“Mistério do mundo” – Fernando Pessoa
“Invictus” – William Ernest Henley
O filme
“Shutter Island”
“Inception”
“New York I love you”
A série
Nada de novo, como “Lost” acabou, continua a ser “House MD”, “Fringe”, “Dexter” e “The daily show with Jon Stewart”
Preocupante…
A acção dramática do FMI na Irlanda
Por cá, não menos preocupante…
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Descritores: Angústia existencial, Ano novo
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Conclusões do debate
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Descritores: Democracia, Eleiçoes, Portugal
domingo, dezembro 19, 2010
O FMI não está cá! Está, está...
O governo continua extremamente empenhado em seguir a agenda neoliberal da EU, numa crença ingénua que isso tranquilizará os mercados. A novidade da semana é que os problemas do país estão num mercado laboral demasiado rígido. Quem havia de dizer? Não certamente os mais de 500 mil portugueses desempregados, nem os que trabalham a recibo verde ou a contratos a prazo que a qualquer altura podem ser despedidos. Diz a UE, dizem os economistas brilhantes, logo o governo apressa-se a apresentar um pacote de medidas para tratar de flexibilizar um mercado de trabalho extremamente flexível, colocando em perigo o emprego dos que ainda o conseguem ter.
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Descritores: Desemprego, Economia, Recessão
segunda-feira, dezembro 13, 2010
A pobreza deve envergonhar quem?
Nota: Se os Portugueses querem para Presidente da República um senhor que acha que resolve o problema da pobreza com sobras de restaurantes, algo está muito mal!
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Descritores: Desigualdade, Pobreza, Política Nacional
terça-feira, dezembro 07, 2010
Compadrios e cunhas em estudo
Qualquer pessoa que viva e trabalhe em Portugal, já se apercebeu do intricado sistema de cunhas e compadrios que pulula em todos os sectores de actividade. O sector público ou o domínio das parcerias público-privadas torna-se mais evidente, porque ao habitual compadrio, junta-se o cartão partidário da cor certa. O que antes era um pouco vago, foi agora estudado com maior detalhe por um investigador português na Universidade Queen Mary de Londres:
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quinta-feira, novembro 25, 2010
Dignidade no trabalho exige-se
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Descritores: Desemprego, Direitos, Trabalho
domingo, novembro 14, 2010
Lição sobre injecção de liquidez da Reserva Federal
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Descritores: Economia, EUA, Globalização
quinta-feira, novembro 11, 2010
Quem são mesmo os especuladores?
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Descritores: Capitalismo, Crise, Economia

