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quarta-feira, julho 13, 2011

Mais uma vitória portuguesa na Volta à França

Quase me esquecia de dar o devido destaque a mais uma espectacular vitória de um português no Tour, um pouco tarde mas fica a homenagem. Rui Costa venceu a 8ª etapa, depois de uma longa fuga, contrariando os ataques dos companheiros de fuga e com a grande pressão de ter um grande senhor chamado Vinokourov a escassos segundos. Tal como Sérgio Paulinho o ano passado, merece-me todo o respeito. Numa modalidade pouco apoiada e sempre subalternizada relativamente ao futebol, este dois ciclistas conseguem brilhar entre os melhores dos melhores.

quarta-feira, julho 14, 2010

Um vencedor sem prémio milionário porque não joga à bola...

«Today Portugal got its first stage win in the Tour de France since Azevedo helped his US Postal and Discovery Channel team-mates in the 2004 and 2005 time trials. The top six in stage 10 is: 1. Sergio Paulinho (POR) RSH - 179km in 5h10’56" 2. Vasili Kiryienka (BLR) GCE at same time 3. Dries Devenyns (BEL) QST at 1’29" 4. Pierre Rolland (FRA) BTL at 1’29" 5. Mario Aerts (BEL) OLO at 1’29" 6. Maxime Bouet (FRA) ALM at 3’20"»

Não vai receber 700 mil euros, porque não é treinador de futebol, mas fez mais que chegar aos oitavos final de um campeonato do mundo. Ganhou uma dura etapa nos Alpes, na competição velocipédica mais prestigiada do Mundo, depois do trabalho que realizou para os colegas de equipa (entre eles Lance Armstrong) nos dias anteriores. À medalha de prata, soma uma vitória no Tour, algo que só três portugueses tinham conseguido. Não é para qualquer um, sobretudo com a humildade que ele demonstra no final, a pensar na equipa e não nele, e que fazia falta a outros que nos vendem como heróis... isto sim, tem muito de heroíco.


quarta-feira, janeiro 27, 2010

Orçamento de Estado e os sacrificados do costume

Ontem foi entregue na Assembleia da República, o Orçamento de Estado para 2010. Eram 22:30 e houve mais uma vez um substancial atraso, mas como não estamos a falar do cidadão-trabalhador comum, não houve qualquer problema. Também não me consta que o Ministro e o staff tenham que ir buscar os filhos à creche, dar-lhes o jantar e por aí fora. Mas enfim, o meu post não é sobre igualdade de estatuto ou falta dela. É mesmo sobre o orçamento de estado e a distribuição desigual de sacrifícios pela sociedade. Lá por ser hábito, não quer dizer que seja correcto ou que não existam alternativas.

Em vez de se sacrificarem sempre os mesmos, podia-se exigir mais de sectores privilegiados da sociedade. Não é aceitável que qualquer comerciante pague 27% de IRC e a Banca pague só 12,8%, quando em ano de recessão tiveram 5 milhões de euros de lucro. E o que dizer do mercado bolsista? Em ano de recessão e ao contrário do que aconteceu noutros países, a Bolsa portuguesa teve uma actividade lucrativa. No entanto, as mais-valias adquiridas através destas transacções, não pagam qualquer imposto, ao contrário do que acontece noutros países europeus e nos EUA. Portanto não nos digam que isto é uma irresponsabilidade da esquerda radical, existem de facto alternativas.

Porque é que a despesa para além da massa salarial e da segurança social, não é repensada? Continuamos com regalias abusivas a gestores públicos, desde aquisições irreflectidas com concursos por ajuste directo pouco transparentes, frotas de carros topo de gama, parcerias público-privadas que privatizam lucros e nacionalizam prejuízos... Os exemplos podiam continuar. Pelo menos a verba gasta em salários aumenta a receita em IRS e acaba por ser injectada na economia de novo, estimulando o consumo e o IVA. Não digo um aumento generalizado, porque existem de facto escalões salariais elevados, mas os salários até 1500 euros deviam e podiam sofrer aumentos.

O que é certo é que, ano após ano, com orçamentos PS ou PSD, as injustiças se repetem. As receitas do Estado Português assentam nos impostos pagos pelos trabalhadores por conta de outrem, enquanto outros sectores se mantêm intocáveis. Talvez não seja alheio a tudo isto, o facto de vários ex-ministros acabarem como dirigentes de topo da Banca e de outras grandes empresas. Para as grandes obras públicas também não existem cortes, não será porque cargos de topo na Brisa e outras que tais, estão à vista no futuro? Não é esta escandalosa cumplicidade, que mina a nossa democracia e qualquer tentativa de acção em prol do bem público?

segunda-feira, agosto 27, 2007

Nelson Évora

«O atleta português Nélson Évora sagrou-se hoje campeão do mundo no triplo salto, nos Campeonatos do Mundo de Osaca, no Japão.Com um salto de 17,74 metros no terceiro ensaio, Évora, 23 anos, ultrapassou o brasileiro Jadel Gregorio (17,59 metros) e o norte-americano Walter Davis (17,33 metros), antigo detentor do título.»


Há 10 anos que Portugal não ganhava uma medalha de ouro, em campeonatos do mundo de atletismo. Já era tempo do país do futebol, mostrar um bocadinho de gratidão aos atletas de outras modalidades. Mais apoio financeiro e logístico também era bonito... Até porque as glórias do futebol, com os apoios milionários que têm, não trazem medalhas de ouro, nem campeonatos do mundo...