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sábado, novembro 10, 2007

Sobreviver em Bagdad

«Ao passar por cima da capital iraquiana somos confrontados com uma névoa espessa que paira sobre a cidade. É muito difícil perceber se é neblina ou fumo libertado pelas bombas e pelos prédios incendiados. (...) são oito da manhã, mas nesta cidade deixou de haver horas, ou se as há contam-se ao ritmo das explosões e com a medida dos cadáveres que se acumulam.


(...) Converso com um viajante, que parece ter mais de 50 anos, mas tem apenas 35. Faço a pergunta ritual “Chako mako?” (Isso vai ou não vai?). Com um sorriso desiludido responde: «Vai indo, carros armadilhados, atentados suicidas, franco-atiradores e tiros de rajada, cadáveres que se vêem pela rua de manhã, preços que disparam...». se é isso que vai indo, então o que é que não vai? A resposta sai lesta: «o governo não vai. A esperança não vai. A segurança não vai. A estabilidade não vai.»


Excerto de “Como sobreviver à violenta Bagdade” in Courrier International ed.134


terça-feira, agosto 28, 2007

Diz que não era grande aluno a história...

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Cartoon de John Sherffius

"Copley News Service"


segunda-feira, março 19, 2007

Um infeliz aniversário

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O início da invasão do Iraque foi há 4 anos. Parece que foi ontem que ouvimos o Sr. Bush falar de uma guerra que duraria somente 3 semanas e que vimos a estátua de Saddam tombar. Parece que ainda ouço as vozes eufóricas que comparavam o tombar da estátua ao nosso 25 de Abril...


Mas depressa os factos desmentiram a euforia. Os sucessivos ataques suicidas, a inexistência de armas de destruição massiva, as torturas em Abu-Ghraib, o sequestro de estrangeiros e o sangue derramado de milhares vítimas iraquianas e de soldados norte-americanos... E por fim, a execução de Saddam, que mais não foi que uma acha para a fogueira.


Hoje uma sondagem do “USA Today”, revela que somente 18% dos iraquianos confia na coligação liderada pelos EUA, a maioria acha que a presença de tropas estrangeiras aumentou a insegurança no país. Nove em cada dez iraquianos vivem com medo de morrer. Leio o testemunho impressionante de uma iraquiana:


«Comemos, bebemos e dormimos como animais, mas os animais têm sorte, porque não estão assustados o tempo todo como nós. Não pensam que podem ser assassinados a qualquer momento, por isso acredito que são mais felizes que nós.»


À insegurança junta-se a escassez dos serviços básicos, como o fornecimento de electricidade. Reina o pessimismo e o desalento, há falta de adjectivos que melhor descrevam o drama dos iraquianos. Choca-me que esta situação tenha culpados e que os culpados permaneçam impunes e alheios ao sofrimento dos iraquianos.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Desejo de Natal do Sr. Bush

.Cartoon in Newropeans Magazine

Um novo plano para o Iraque em 2007? Essa nem o Pai Natal, nem o Montro do Loch Ness, nem qualquer outra criatura imaginária que me lembre de momento...

sábado, novembro 11, 2006

Bye Bye Rumsfeld Bye Bye

The Daily Show with Jon Stewart


Eis uma boa notícia! Especialmente dada pelo Jon Stewart, crítico e certeiro como sempre.
Mas a condenção para este senhor, não devia ser só política...
Aliás, vejo na SicOnline que Rumsfeld foi processado por um saudita detido em Cuba e onze iraquianos detidos em Bagdade... Acho muito bem e porque não as famílias dos soldados americanos mortos no Iraque lhes seguirem o exemplo? E porque não todo o povo iraquiano? E a lista podia continuar...