terça-feira, junho 09, 2009
sábado, junho 06, 2009
Europeias, o que está em causa?
A parte gira é que o próprio site analisa os resultados das nossas respostas, desenha o nosso posicionamento político e indica os partidos que mais se aproximam dessas posições. Se clicarmos nos diferentes partidos, conseguimos ver resposta a resposta, semelhanças e diferenças. Além disso, os gráficos são bastante elucidativos e estão muito bem feitos.Da minha parte, os resultados até estão dentro do que eu esperava. Mas o fundamental foi verificar que as minhas preocupações sociais e os meus ideais, têm uma representação partidária. Eu quero um partido que defenda o referendo à constituição europeia, e que pretenda uma Europa solidária que coloque os direitos do cidadão comum à frente do poder económico. Essa representação existe, por isso não vejo qualquer razão para não ir votar amanhã!
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Descritores: Abstenção, Democracia, Europa
quarta-feira, junho 03, 2009
O que significa afinal abster-se?
Lembrei-me que já tinha falado de abstenção, mantenho a mesma opinião:
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Descritores: Abstenção, Democracia, Sociedade
segunda-feira, julho 16, 2007
Falta de comparência
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As eleições intercalares em Lisboa trazem dados preocupantes, o que salta mais à vista é uma abstenção esmagadora. É evidente o descontentamento com a forma como se faz politica e com os resultados da governação, sempre a milhas das promessas efectuadas. As pessoas começam a estar fartas e os candidatos revelaram-se incapazes de as motivar e cativar, e poucos foram os que reconheceram essa triste evidência.
O PS gaba-se da única vitória sem coligação em 31 anos, esquecendo convenientemente que dos 524.248 eleitores inscritos no círculo eleitoral Lisboa, só 57.907 cidadãos lhe confiaram o seu voto. Grande vitória, se pensarmos que em 2005, votaram em Manuel Maria Carrilho 75.022 eleitores. Depois vem o ridículo de trazer a Lisboa, militantes do PS de Teixoso, Cabeceiras de Basto e afins, para aclamar António Costa, não fosse a falta de lisboetas estragar a festa. Excelente estratégia para credibilizar a política e combater a abstenção!
O PSD sai derrotadíssimo, incapaz de se apresentar como alternativa credível. Enquanto Carmona Rodrigues age como se não tivesse sido o responsável pela gestão incompetente dos anos anteriores, talvez aqui a estratégia do coitadinho tenha resultado junto do eleitorado. Sobretudo se compararmos esta estratégia com a de Sá Fernandes, que se tem preocupado em denunciar situações ilegais e de corrupção, acabando apesar de tudo por perder eleitores. A percentagem de votos no BE é inferior a 2005, por 9 mil eleitores.
Derrota pior que a do PSD, foi a do CDS-PP. Em vez de assumir a derrota e demitir-se, Paulo Portas, qual Inspector Gadget, vai investigar as condições em que se faz politica em Portugal. Claro é mais fácil encontrar factores externos, que assumir responsabilidades e esquecer que Ribeiro e Castro e Maria José Nogueira Pinto fizeram muito melhor.
A CDU teve um bom resultado, a competência e o profissionalismo demonstrado a nível autárquico têm sido reconhecidas pelo eleitorado. Satisfeita também terá ficado Helena Roseta, cujo discurso em prol da cidadania activa e da lealdade aos valores da candidatura, foi muito bonito, resta saber se corresponderá à realidade...
O que marca em definitivo estas eleições é o divórcio entre os cidadãos e a política. Todos os políticos lamentam e vão reflectir, mas acções concretas não existem. Ninguém reconhece a incapacidade de motivar cidadãos, descrentes, que sabem que não são os seus interesses que norteiam a acção politica.
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Descritores: Abstenção, Eleiçoes, Política Nacional
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Votar ou não votar
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Vamos pensar em casos concretos de eleições com uma elevada taxa de abstenção. Algum governo veio dizer "ai que temos de repensar a democracia e a forma como fazemos política"ou "vamos passar a ser sérios e a cumprir as nossas promessas, senão os cidadãos não votam"? Nenhuma alteração de fundo foi levada a cabo. E porquê? Porque ninguém vai interpretar uma não posição. É como uma pergunta a que se responde com o silêncio. Alguém vai interpretar o silêncio como uma crítica, ou vai considerá-lo um consentimento ou uma cumplicidade?
Não será a abstenção uma forma de renunciar ao direito de participação, abdicar da nossa voz ou questionar a própria democracia? A democracia não tem o seu fundamento no voto? Não votar, não é questionar uma forma específica de fazer democracia, é recusar qualquer tipo de democracia. É uma rejeição do direito de escolha. Se eu não me quero pronunciar, estou a deixar que outros decidam por mim. Abdicar do direito de voto é abdicar de um regime que ouça a minha opinião, é permitir que qualquer politica não precise de legitimação. Não é abrir a porta a regimes ditatoriais que não admitem a legitimação política pelo voto?
Eu pessoalmente recuso-me a desistir da democracia abdicando do meu direito de voto. É um regime imperfeito, com muitos vícios e injustiças, que exige grandes mudanças no sentido da equidade, da justiça social e da seriedade política. Mas acredito que as nossas escolhas vão motivar essas reformas. E do poder de escolha, da nossa voz não devemos abdicar...
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Descritores: Abstenção, Democracia, Escolha


