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domingo, novembro 14, 2010

Lição sobre injecção de liquidez da Reserva Federal

Para perceber a decisão da Reserva Federal norte-americana de adoptar medidas especiais de injecção de liquidez, este videozinho é extremamente esclarecedor:



Pergunto eu: O Presidente dos EUA, que deixa a Reserva Federal, aka a Goldman Sachs, fazer o que quer da economia, tem legitimidade para vir dar lições de política monetária ao resto do mundo? Como dizem os bonequinhos dá vontade de bater com a cabeça na parede, se os custos com a saúde não fossem tão elevados...


quarta-feira, novembro 18, 2009

O papel da politica salarial na recuperação económica

Assim começa um interessante artigo sobre as consequências do decréscimo dos salários no Reino Unido e o seu impacto na crise económica global. Muito se tem falado da crise financeira, dos créditos, das dívidas, da especulação e muito pouco no papel dos salários, que têm estado em declínio desde os anos 60. Este gráfico compara a percentagem do PIB gasta em salários desde os anos 60 no Reino Unido e é evidente o declínio, em 2005 só 53% do PIB se traduz em salários. O autor explica a tendência pelo aumento do poder negocial dos empregadores, que se deve à erosão dos direitos laborais, ao aumento da procura de emprego e à distribuição global do trabalho. Nota-se até um aumento da produtividade superior à proporção salarial.

O mais preocupante é que o declínio salarial é mais evidente para os trabalhadores que menos ganham, das classes média e baixa. Só as classes mais altas conseguiram um nível salarial idêntico ao índice de prosperidade da economia. Para além de uma sociedade mais desigual, mais endividada e baseada em baixos salários, a consequência é a diminuição do poder de compra que perante custos de vida elevados, leva ao crescimento do endividamento das famílias. Em 1980, 45% do rendimento das famílias era emprestado, em 2007 esse valor triplica para 157% do rendimento!

A par do declínio salarial das classes media e baixa, temos um direcionamento dos lucros obtidos para o pagamento de salários de topo e bónus na área financeira, em detrimento do investimento industrial, que traria largos benefícios a longo prazo. Em vez de financiar a industria e o consumo, o investimento fluiu para produtos financeiros duvidosos e o resultado é o que está à vista. «Little of this financial merry-go-round strengthened Britain’s economic base or helped create sustainable businesses and jobs. Most of it simply encouraged financial speculation aimed at building even larger personal fortunes.»

O congelamento e declínio salarial originou a actual crise económica e comprometeu os níveis de procura necessários a uma recuperação sustentada da economia. Os desequilíbrios e o endividamento só geram instabilidade económica. Já era tempo dos decisores políticos perceberem que enquanto os salários não voltarem a constituir 60% do PIB, a solução para a crise não estará à vista.

terça-feira, outubro 20, 2009

domingo, outubro 18, 2009

Sobre o neoliberalismo


«O neoliberalismo é o paradigma económico e político que define o nosso tempo. Consiste num conjunto de políticas e processos que permitem a um número relativamente pequeno de interesses particulares controlar a maior parte possível da vida social com o objectivo de maximizar seus benefícios individuais. Inicialmente associado a Reagan e Thatcher, o neoliberalismo é a principal tendência da política e da economia globais nas últimas duas décadas, seguida, além da direita, por partidos políticos de centro e por boa parte da esquerda tradicional. Esses partidos e as suas políticas representam os interesses imediatos de investidores extremamente ricos e de menos de mil grandes empresas.

À parte alguns académicos e membros da comunidade de negócios, o termo neoliberalismo é pouquíssimo conhecido e utilizado pelo grande público, especialmente nos Estados Unidos. Nesse país, muito pelo contrário, as iniciativas neoliberais são caracterizadas como políticas de livre mercado que incentivam o empreendimento privado e a escolha do consumidor, premiando a responsabilidade pessoal e a iniciativa empresarial e destruindo o peso morto que constitui um governo incompetente, burocrático e parasita que não é capaz de fazer nada bem feito mesmo quando bem-intencionado, o que raramente é o caso. Uma geração inteira de esforços de relações públicas financiadas pelas empresas conferiu a essas palavras e ideias uma aura quase sagrada. Como resultado, as afirmações que produzem raramente necessitam de defesa e são invocadas para justificar qualquer coisa, da redução de impostos sobre a riqueza e ou o abandono de determinadas regulamentações ambientais ao desmantelamento de programas de educação pública e de segurança social. Na verdade, qualquer actividade que possa interferir sobre o domínio da sociedade pelas grandes empresas é imediatamente considerada suspeita, porque estaria a afectar o funcionamento do livre mercado, tido como o único distribuidor racional, justo democrático de bens e serviços. No máximo da sua eloquência, os apóstolos do neoliberalismo, enquanto actores por conta de uns quantos endinheirados, surgem como defensores dos pobres e do ambiente, e como estando a prestar um enorme serviço à comunidade.»

Prefacio de “Neoliberalismo e ordem global: critica do lucro” – Noam Chomsky, pp. 7-8.

sábado, outubro 18, 2008

"Supercapitalism"... ora nem mais




Entrevista a Robert Reich, "The Daily Show with Jon Stewart", 16-10-2008

quarta-feira, outubro 15, 2008

Ainda o "Zeitgeist" e a procura de alternativas


Numa altura em que se questiona, ou pelo menos devia questionar-se o sistema capitalista, parece-me importante voltar a falar do documentário "Zeitgeist: adendum". As duas horas de filme podem dissuadir até os mais curiosos, por isso vou sistematizar as principais questões que o filme aborda. Mais uma vez, refiro que encaro o filme com algum cepticismo e com espírito crítico, mas existem factos pertinentes que vale a pena analisar.

A parte inicial do documentário aborda o sistema financeiro e a forma como se gera lucro, através de taxas de juro, sem que realmente exista liquidez. Assim se cria um estado de dívida permanente que mantém os cidadãos reféns do sistema, numa nova forma de escravatura. O estado de dívida permanente também mantém uma subserviência dos países pobres relativamente aos países ricos. É analisada a forma como o FMI e o Banco Mundial, impõem aos países subdesenvolvidos politicas que os endividam ainda mais e comprometem o seu desenvolvimento e os seus recursos naturais. São abordados os casos dos países sul-americanos, do Irão e do Iraque e a forma com os EUA ingeriram na política interna destes países para garantir a sua supremacia económica.

Denuncia-se a forma como a lógica da persecução do lucro, gera corrupção e falta de ética, colocando o bem-estar da população sempre em último lugar. Apesar do progresso tecnológico, é o estado de escassez, pobreza e dívida permanente que gera lucro, logo é mantido, mesmo sendo contrário ao bem-estar geral.

A última parte e talvez a mais interessante, é a alternativa ao sistema capitalista, uma economia baseada em recursos e em tecnologia, e não no sistema financeiro, no dinheiro, no crédito e na dívida. Aposta-se na educação, cultura e investigação e na utilização racional dos recursos naturais, energias renováveis e avanço tecnológico, alterando culturas e mentalidades. É o que defendem os membros do "The Venus Project", que são entrevistados durante o filme e cujas propostas podem ser consultadas em pormenor no site.

Para mim é interessante verificar que existem pessoas mais utópicas que eu. Mas reconheço a importância destas propostas e confesso que adoraria viver numa sociedade assim organizada. O caminho para lá chegar é que não está bem esclarecido. O que se propõe é que a mudança está na atitude individual, mas será suficiente? Dão-se exemplos concretos de comportamentos facilitadores da mudança:

1. Expor as grandes instituições financeiras, boicotando os seus produtos financeiros como créditos e acções

2. Boicotar as principais cadeias noticiosas, procurando agências noticiosas livres e independentes, procurando defender a informação e a liberdade de expressão que se consegue através da Internet

3. Boicotar as instituições militares

4. Procurar a auto-suficiência energética, contradiando sobretudo as grandes companhias petrolíferas

5. Rejeitar o sistema político, devido à relação dúbia que existe entre lobbies económicos e governantes

6. Divulgar o que tem sido descrito junto de outros, procurando alertar consciências

Eu como utópica que sou, não posso deixar de concordar com estes seis pontos, caso contrário nem teria blog... Acho que a ideia fundamental é que mudar o sistema, começa por mudar a mentalidade. Mesmo tendo reservas em relação ao Venus Project, não sei o que os move, nem quem os financia, não podia deixar de divulgar o que me parece ser um excelente ponto de partida para questionar o actual sistema e pensar em alternativas.

segunda-feira, outubro 13, 2008

"There is no democracy"




Excerto do filme "The Network" (1976)

«There are no nations, there are no people (…) There is no democracy, there is no America. There is only IBM and ITT and Exxon, and those are the nations of the world today. The world is a college of corporations inexorably ruled by the laws of business. The world is business.»


sábado, outubro 11, 2008

Socialismo para os ricos, capitalismo selvagem para os pobres

Ignacio Ramonet sobre a Crise financeira, no "Le Monde Diplomatique":

«Prova do fracasso do sistema, tais intervenções do Estado – as maiores, em volume, da história económica – demonstram que os mercados não podem regular-se eles próprios. Os mercados destruíram-se por força da sua própria voracidade. Além disso, confirma-se assim uma lei do cinismo neoliberal: os lucros privatizam-se, mas socializam-se os prejuízos. Faz-se pagar aos pobres as excentricidades irracionais dos banqueiros, vendo-se os primeiros ameaçados, caso se neguem a pagar, com um empobrecimento ainda maior.


As autoridades norte-americanas correm a salvar os «banksters» («banqueiros gangsters») à custa dos cidadãos. Há meses, o presidente Bush negou-se a assinar uma lei que dava cobertura médica a nove milhões de crianças pobres, lei essa que teria o custo de 4 mil milhões de euros. Considerou isso um gasto inútil. Agora, para salvar os rufiões de Wall Street, nada lhe parece suficiente. Socialismo para os ricos, capitalismo selvagem para os pobres.


Este desastre acontece na altura em que há um vazio teórico nas esquerdas. Que não têm nenhum «plano B» para tirar proveito do descalabro. Em particular as da Europa, imobilizadas pelo choque da crise. Quando seria tempo de refundação e de audácia.


Quanto tempo irá durar esta crise? «Vinte anos, se tivermos sorte, menos de dez se as autoridades actuarem com mão firme», vaticinou o editorialista neoliberal Martin Wolf. Se existisse uma lógica política, este contexto deveria favorecer a eleição do democrata Barack Obama (se não for assassinado) para a presidência dos Estados Unidos, no próximo dia 4 de Novembro. É provável que o jovem presidente, como fez Franklin D. Roosevelt em 1930, lance um novo «New Deal» baseado num neokeynesianismo, confirmando o regresso do Estado à esfera económica. E trazendo por fim maior justiça social aos cidadãos. Caminhar-se-á assim rumo a um novo Bretton Woods. E a etapa mais selvagem e irracional da globalização neoliberal terá terminado.»


Será que termina mesmo? Já estive mais optimista... Atirar o dinheiro dos contribuintes para a banca, é bem mais fácil que mudar o sistema... O que é preocupante é que a esquerda não parece ter um plano B, infelizmente...


segunda-feira, outubro 06, 2008

Para pensar e questionar...

Zeitgeist é um filme perturbador, que questiona os fundamentos da nossa sociedade, da globalização e do o sistema capitalista. Procura as raízes de problemas tão actuais como a crise financeira e a profunda desigualdade a que estamos sujeitos. Vale a pena ver, nem que seja para discordar. Aqui ficam as 3 primeiras partes:



Parte 1



Parte 2



Parte 3

Inquietante, não? Deixem os vossos comentários, realidade ou teoria da conspiração? Devo postar os próximos episódios? Não se esqueçam de ir ao site do filme e ler a declaração de intenções e os objectivos do projecto. Tenho que pesquisar mais sobre os autores, por isso qualquer ajuda é bem vinda...

PS: Há uma versão legendada em português do primeiro filme... também interessante.



quarta-feira, julho 09, 2008

Promessas, promessas...


Perdoe-me o cepticismo Srª Merkel, mas só acredito quando vir... E que tal convencer os seus colegas do G8, a fazer o mesmo, e porque não a fazer mais? É pedir muito? Não me parece... O que são 750 milhões para os 8 países mais ricos do mundo? Trocos! E se bem me lembro, em 2005, o G8 comprometeu-se a duplicar a ajuda aos países africanos, sendo que até ao momento foi desbloqueado um quarto desse valor.


Mas o que nos vale, é que o G8 se compromete a reduzir as emissões de gases que provocam o efeito de estufa, em 50%, até 2050... isto vindo de um grupo de países, que nem ratificou unanimemente o protocolo de Quioto. Mas registo o magnífico golpe de propaganda da plantação de árvores, até nos convencemos que há uma preocupação efectiva com o ambiente!

Ao que parece o meu cepticismo tem alguma razão de ser...

quarta-feira, setembro 19, 2007

NINJA: No Income, No Job or Assets

«Primeiro deixaram de pagar as hipotecas, atitude seguida depois por muita gente da apertada classe média, apesar de os pobres terem sem dúvida tomado a dianteira. Tudo bem, eram hipotecas matreiras, muitas delas feitas de forma a já não serem sustentáveis logo dois anos após a assinatura do contrato. Havia créditos "NINJA", por exemplo, concedidos às pessoas "sem salário, sem emprego nem activos" (em inglês, No Income, No Job or Assets - NINJA). O colunista conservador Niall Fergusen lamenta os baixos níveis de "literacia económica", que permitiram que as pessoas fossem exploradas por empréstimos de alto risco [NT: por já não terem solvabilidade que permita a concessão um empréstimo bancário]. Por que é que estas pessoas de baixos rendimentos não arranjam advogados para analisar os contratos? E já agora, por que é que não têm consultores financeiros?


Depois, numa reacção de esperteza diabólica, os pobres - uma categoria que agora coincide vagamente com a classe trabalhadora - pararam de fazer compras. Quer a Wal-Mart, quer a Home Depot anunciaram performances desanimadoras no segundo trimestre (…) Quando, por exemplo, o maior empregador privado americano, a Wal-Mart, começa a sentir falta de clientes, precisa de se olhar longa e duramente ao espelho. Há cerca de um século, Henry Ford percebeu que a sua empresa só prosperaria se os seus trabalhadores ganhassem o suficiente para comprar um Ford. A Wal-Mart, por outro lado, parece nunca ter percebido que os seus salários cruelmente baixos iriam cercear o seu próprio crescimento, mesmo com os famosos preços de desconto da empresa.


(…) De facto, o crédito fácil tornou-se o substituto dos salários decentes na América. Já houve tempos em que se trabalhava pelo dinheiro, agora era suposto pagar-se por ele. Já foi suposto ganhar-se o suficiente para se poder comprar uma casa com as poupanças. Agora nunca se ganhará assim tanto, mas como diziam os emprestadores - eh eh - nós temos um crédito para si!


O capitalismo global vai sobreviver à actual crise do crédito; o governo apressou-se já a acalmar os mercados agitados. Mas, a longo prazo, um sistema que dependa de extorquir os pobres até ao último cêntimo não pode esperar um prognóstico saudável. Quem poderia imaginar que as penhoras e execuções em Stockton e Cleveland iriam turvar os mercados de Londres e Xangai? Os pobres levantaram-se e falaram; só que parece menos um grito de protesto do que um rouco e estrangulado grito de dor.»


Barbara Ehrenreich, jornalista e escritora norte-americana, autora de "Salário de Pobreza, como (não) sobreviver na América". Site pessoal: barbaraehrenreich.com; blogue ehrenreich.blogs.com/

Via: Esquerda Net


Ao que parece a pobreza e os baixos salários têm mesmo custos económicos e minam o próprio sistema capitalista, quem diria… Será que a revolução mais eficaz é a do bloqueio ao consumo, ao pagamento de créditos e hipotecas? Quais seriam os custos destas formas de acção, se partissem dos NINJAs de todo o mundo? Para já, vemos só o abalo dos mercados como resultado de situações de pobreza e de insolvência financeira. Por quanto tempo, poderá este fenómeno ser ignorado? Terão os ilustres economistas neo-liberais de reconhecer, que afinal Ford tinha razão?


sábado, junho 09, 2007

A indústria farmacêutica global

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«Para acelerar a liberalização de drogas ultra-lucrativas, as companhias farmacêuticas recorrem cada vez mais a cobaias humanas dos países pobres. Milhões de pessoas submetem-se, por migalhas, a testes sem supervisão, sem padrões éticos e que muitas vezes as privam de medicamentos essenciais»


A indústria farmacêutica é uma das mais lucrativas do mundo, só nos EUA e desde 2000, cresceu 15% por ano, triplicando o lançamento de drogas experimentais entre 1970 e 1990. Para lançar novos medicamentos, há que testá-los antes. O problema é que cada vez menos pessoas, nos EUA e na Europa Ocidental estão dispostas a inscrever-se nos testes clínicos exigidos. Qualquer pessoa percebe porquê, ninguém no Ocidente se sujeita a riscos e efeitos secundários… Nos países mais pobres, com graves carências a nível económico e de cuidados médicos, não existe esse problema. É neste contexto, que surgem argumentos como este:


«Outro executivo de companhia de testes clínicos afirmou: “A África do Sul é um país óptimo [para AIDS]”, por causa do grande número de pacientes infectados pelo HIV ainda não tratados com drogas anti-virais. Com freqüência os fabricantes de drogas ficam frustrados em suas tentativas de provar que as novas drogas funcionam nos corpos impregnados de medicamentos dos ocidentais testados. Há tantas drogas em seus organismos que é cada vez mais difícil observar o efeito do composto experimental. Assim, os pacientes-virgens – pessoas doentes pobres demais para obter tratamento médico – são altamente valorizados nos testes clínicos.»


Os grandes laboratórios estão a realizar milhares de ensaios clínicos nos países em desenvolvimento como a Bulgária, Zâmbia, Brasil e Índia, por exemplo. Aqui o recrutamento é rápido. Na África do Sul, uma empresa de testes farmacêuticos, conseguiu recrutar três mil pacientes para testar uma vacina experimental em nove dias. Curiosamente ou não, a população não é totalmente informada dos riscos que corre, nem as autoridades locais têm os meios de supervisão e fiscalização adequados.


Os medicamentos testados visam a cura das doenças ocidentais, como doenças cardíacas, artrite, hipertensão e osteoporose. Isto significa que os voluntários não vão beneficiar do ponto de vista clínico com esta medicação. São tratados como ratos de laboratório, enriquecendo as grandes companhias farmacêuticas, sem qualquer contrapartida. Os mais pobres continuam a morrer de SIDA, malária e tuberculose sem acesso a essa medicação, enquanto que os pacientes ricos do Ocidente, beneficiam de mais e melhor saúde à sua custa.


quarta-feira, janeiro 17, 2007

Rosto marcado pela globalização

Camponês que participa na Marcha contra o comércio livre
in Público 17/01/2007