domingo, novembro 14, 2010
quarta-feira, novembro 18, 2009
O papel da politica salarial na recuperação económica
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Descritores: Crise, Desemprego, Direitos, Economia, Globalização
terça-feira, outubro 20, 2009
Conhece este senhor?
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Descritores: Economia, Globalização, Sociedade
domingo, outubro 18, 2009
Sobre o neoliberalismo
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Descritores: Desigualdade, Economia, Globalização
sábado, outubro 18, 2008
"Supercapitalism"... ora nem mais
Entrevista a Robert Reich, "The Daily Show with Jon Stewart", 16-10-2008
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Descritores: Democracia, Economia, Globalização
quarta-feira, outubro 15, 2008
Ainda o "Zeitgeist" e a procura de alternativas
A parte inicial do documentário aborda o sistema financeiro e a forma como se gera lucro, através de taxas de juro, sem que realmente exista liquidez. Assim se cria um estado de dívida permanente que mantém os cidadãos reféns do sistema, numa nova forma de escravatura. O estado de dívida permanente também mantém uma subserviência dos países pobres relativamente aos países ricos. É analisada a forma como o FMI e o Banco Mundial, impõem aos países subdesenvolvidos politicas que os endividam ainda mais e comprometem o seu desenvolvimento e os seus recursos naturais. São abordados os casos dos países sul-americanos, do Irão e do Iraque e a forma com os EUA ingeriram na política interna destes países para garantir a sua supremacia económica.
Denuncia-se a forma como a lógica da persecução do lucro, gera corrupção e falta de ética, colocando o bem-estar da população sempre em último lugar. Apesar do progresso tecnológico, é o estado de escassez, pobreza e dívida permanente que gera lucro, logo é mantido, mesmo sendo contrário ao bem-estar geral.
A última parte e talvez a mais interessante, é a alternativa ao sistema capitalista, uma economia baseada em recursos e em tecnologia, e não no sistema financeiro, no dinheiro, no crédito e na dívida. Aposta-se na educação, cultura e investigação e na utilização racional dos recursos naturais, energias renováveis e avanço tecnológico, alterando culturas e mentalidades. É o que defendem os membros do "The Venus Project", que são entrevistados durante o filme e cujas propostas podem ser consultadas em pormenor no site.
Para mim é interessante verificar que existem pessoas mais utópicas que eu. Mas reconheço a importância destas propostas e confesso que adoraria viver numa sociedade assim organizada. O caminho para lá chegar é que não está bem esclarecido. O que se propõe é que a mudança está na atitude individual, mas será suficiente? Dão-se exemplos concretos de comportamentos facilitadores da mudança:
1. Expor as grandes instituições financeiras, boicotando os seus produtos financeiros como créditos e acções
2. Boicotar as principais cadeias noticiosas, procurando agências noticiosas livres e independentes, procurando defender a informação e a liberdade de expressão que se consegue através da Internet
3. Boicotar as instituições militares
4. Procurar a auto-suficiência energética, contradiando sobretudo as grandes companhias petrolíferas
5. Rejeitar o sistema político, devido à relação dúbia que existe entre lobbies económicos e governantes
6. Divulgar o que tem sido descrito junto de outros, procurando alertar consciências
Eu como utópica que sou, não posso deixar de concordar com estes seis pontos, caso contrário nem teria blog... Acho que a ideia fundamental é que mudar o sistema, começa por mudar a mentalidade. Mesmo tendo reservas em relação ao Venus Project, não sei o que os move, nem quem os financia, não podia deixar de divulgar o que me parece ser um excelente ponto de partida para questionar o actual sistema e pensar em alternativas.
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Descritores: Democracia, Direitos humanos, Economia, Globalização
segunda-feira, outubro 13, 2008
"There is no democracy"
Excerto do filme "The Network" (1976)
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Descritores: Crise, Desigualdade, Economia, Globalização
sábado, outubro 11, 2008
Socialismo para os ricos, capitalismo selvagem para os pobres
Ignacio Ramonet sobre a Crise financeira, no "Le Monde Diplomatique":
«Prova do fracasso do sistema, tais intervenções do Estado – as maiores, em volume, da história económica – demonstram que os mercados não podem regular-se eles próprios. Os mercados destruíram-se por força da sua própria voracidade. Além disso, confirma-se assim uma lei do cinismo neoliberal: os lucros privatizam-se, mas socializam-se os prejuízos. Faz-se pagar aos pobres as excentricidades irracionais dos banqueiros, vendo-se os primeiros ameaçados, caso se neguem a pagar, com um empobrecimento ainda maior.
As autoridades norte-americanas correm a salvar os «banksters» («banqueiros gangsters») à custa dos cidadãos. Há meses, o presidente Bush negou-se a assinar uma lei que dava cobertura médica a nove milhões de crianças pobres, lei essa que teria o custo de 4 mil milhões de euros. Considerou isso um gasto inútil. Agora, para salvar os rufiões de Wall Street, nada lhe parece suficiente. Socialismo para os ricos, capitalismo selvagem para os pobres.
Este desastre acontece na altura em que há um vazio teórico nas esquerdas. Que não têm nenhum «plano B» para tirar proveito do descalabro. Em particular as da Europa, imobilizadas pelo choque da crise. Quando seria tempo de refundação e de audácia.
Quanto tempo irá durar esta crise? «Vinte anos, se tivermos sorte, menos de dez se as autoridades actuarem com mão firme», vaticinou o editorialista neoliberal Martin Wolf. Se existisse uma lógica política, este contexto deveria favorecer a eleição do democrata Barack Obama (se não for assassinado) para a presidência dos Estados Unidos, no próximo dia 4 de Novembro. É provável que o jovem presidente, como fez Franklin D. Roosevelt em 1930, lance um novo «New Deal» baseado num neokeynesianismo, confirmando o regresso do Estado à esfera económica. E trazendo por fim maior justiça social aos cidadãos. Caminhar-se-á assim rumo a um novo Bretton Woods. E a etapa mais selvagem e irracional da globalização neoliberal terá terminado.»
Será que termina mesmo? Já estive mais optimista... Atirar o dinheiro dos contribuintes para a banca, é bem mais fácil que mudar o sistema... O que é preocupante é que a esquerda não parece ter um plano B, infelizmente...
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Descritores: Crise, Economia, Globalização
segunda-feira, outubro 06, 2008
Para pensar e questionar...
Parte 1
Parte 2
Parte 3
PS: Há uma versão legendada em português do primeiro filme... também interessante.
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Descritores: Desigualdade, Documentário, Economia, Globalização
quarta-feira, julho 09, 2008
Promessas, promessas...
«Na segunda-feira passada, a chanceler alemã enviou aos seus colegas do G8 um documento de seis páginas, contendo ideias para debate. Segundo o semanário alemão Der Spiegel, na sua edição da próxima segunda-feira, Angela Merkel adverte para os efeitos devastadores que uma crise alimentar mundial de longa duração poderia ter. "Tal crise poderá "pôr em perigo a democracia, desestabilizar estados e criar problemas para a segurança internacional", refere ainda a revista, citando o mesmo documento.Mas o que nos vale, é que o G8 se compromete a reduzir as emissões de gases que provocam o efeito de estufa, em 50%, até 2050... isto vindo de um grupo de países, que nem ratificou unanimemente o protocolo de Quioto. Mas registo o magnífico golpe de propaganda da plantação de árvores, até nos convencemos que há uma preocupação efectiva com o ambiente!
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Descritores: Desigualdade, G8, Globalização, Política Internacional
quarta-feira, setembro 19, 2007
NINJA: No Income, No Job or Assets
«Primeiro deixaram de pagar as hipotecas, atitude seguida depois por muita gente da apertada classe média, apesar de os pobres terem sem dúvida tomado a dianteira. Tudo bem, eram hipotecas matreiras, muitas delas feitas de forma a já não serem sustentáveis logo dois anos após a assinatura do contrato. Havia créditos "NINJA", por exemplo, concedidos às pessoas "sem salário, sem emprego nem activos" (em inglês, No Income, No Job or Assets - NINJA). O colunista conservador Niall Fergusen lamenta os baixos níveis de "literacia económica", que permitiram que as pessoas fossem exploradas por empréstimos de alto risco [NT: por já não terem solvabilidade que permita a concessão um empréstimo bancário]. Por que é que estas pessoas de baixos rendimentos não arranjam advogados para analisar os contratos? E já agora, por que é que não têm consultores financeiros?
Depois, numa reacção de esperteza diabólica, os pobres - uma categoria que agora coincide vagamente com a classe trabalhadora - pararam de fazer compras. Quer a Wal-Mart, quer a Home Depot anunciaram performances desanimadoras no segundo trimestre (…)
(…) De facto, o crédito fácil tornou-se o substituto dos salários decentes na América. Já houve tempos em que se trabalhava pelo dinheiro, agora era suposto pagar-se por ele. Já foi suposto ganhar-se o suficiente para se poder comprar uma casa com as poupanças. Agora nunca se ganhará assim tanto, mas como diziam os emprestadores - eh eh - nós temos um crédito para si!
O capitalismo global vai sobreviver à actual crise do crédito; o governo apressou-se já a acalmar os mercados agitados. Mas, a longo prazo, um sistema que dependa de extorquir os pobres até ao último cêntimo não pode esperar um prognóstico saudável. Quem poderia imaginar que as penhoras e execuções em Stockton e Cleveland iriam turvar os mercados de Londres e Xangai? Os pobres levantaram-se e falaram; só que parece menos um grito de protesto do que um rouco e estrangulado grito de dor.»
Barbara Ehrenreich, jornalista e escritora norte-americana, autora de "Salário de Pobreza, como (não) sobreviver na América". Site pessoal: barbaraehrenreich.com; blogue ehrenreich.blogs.com/
Via: Esquerda Net
Ao que parece a pobreza e os baixos salários têm mesmo custos económicos e minam o próprio sistema capitalista, quem diria… Será que a revolução mais eficaz é a do bloqueio ao consumo, ao pagamento de créditos e hipotecas? Quais seriam os custos destas formas de acção, se partissem dos NINJAs de todo o mundo? Para já, vemos só o abalo dos mercados como resultado de situações de pobreza e de insolvência financeira. Por quanto tempo, poderá este fenómeno ser ignorado? Terão os ilustres economistas neo-liberais de reconhecer, que afinal Ford tinha razão?
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Descritores: Economia, Globalização, Sociedade
sábado, junho 09, 2007
A indústria farmacêutica global
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«Para acelerar a liberalização de drogas ultra-lucrativas, as companhias farmacêuticas recorrem cada vez mais a cobaias humanas dos países pobres. Milhões de pessoas submetem-se, por migalhas, a testes sem supervisão, sem padrões éticos e que muitas vezes as privam de medicamentos essenciais»
A indústria farmacêutica é uma das mais lucrativas do mundo, só nos EUA e desde 2000, cresceu 15% por ano, triplicando o lançamento de drogas experimentais entre 1970 e 1990. Para lançar novos medicamentos, há que testá-los antes. O problema é que cada vez menos pessoas, nos EUA e na Europa Ocidental estão dispostas a inscrever-se nos testes clínicos exigidos. Qualquer pessoa percebe porquê, ninguém no Ocidente se sujeita a riscos e efeitos secundários… Nos países mais pobres, com graves carências a nível económico e de cuidados médicos, não existe esse problema. É neste contexto, que surgem argumentos como este:
Os grandes laboratórios estão a realizar milhares de ensaios clínicos nos países em desenvolvimento como a Bulgária, Zâmbia, Brasil e Índia, por exemplo. Aqui o recrutamento é rápido. Na África do Sul, uma empresa de testes farmacêuticos, conseguiu recrutar três mil pacientes para testar uma vacina experimental em nove dias. Curiosamente ou não, a população não é totalmente informada dos riscos que corre, nem as autoridades locais têm os meios de supervisão e fiscalização adequados.
Os medicamentos testados visam a cura das doenças ocidentais, como doenças cardíacas, artrite, hipertensão e osteoporose. Isto significa que os voluntários não vão beneficiar do ponto de vista clínico com esta medicação. São tratados como ratos de laboratório, enriquecendo as grandes companhias farmacêuticas, sem qualquer contrapartida. Os mais pobres continuam a morrer de SIDA, malária e tuberculose sem acesso a essa medicação, enquanto que os pacientes ricos do Ocidente, beneficiam de mais e melhor saúde à sua custa.
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Descritores: Desigualdade, Globalização, Saúde
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Rosto marcado pela globalização
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Descritores: Fotografia, Globalização





