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quarta-feira, junho 13, 2007

"Sarkoivre" ?!

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Um almoço com Vladimir Putin? mmm...

Será água, será vodka? Abstémio, não é certamente... e o Polonio 210 não bate assim...

Não vale a pena perguntar aos franceses... Piadinha à parte, porque é que só a TV belga passou estas imagens? Os franceses vão ter mesmo, que ir ao youtube...


segunda-feira, maio 07, 2007

A França de Sarkozy?

.No comments

sexta-feira, maio 04, 2007

É este senhor, que querem? De certeza?

Em França, as sondagens publicadas após o debate entre os dois candidatos, continuam a dar vantagem a Nicolas Sarkozy. Apesar de não ter conseguido ver o debate Ségolène/Sarkozy na íntegra, pareceu-me que Sarkozy tentou esconder a faceta da brutalidade e Ségolène insistiu temática das políticas sociais.

A candidata de esquerda insistiu no combate ao desemprego, pela criação de 500 mil empregos para os jovens (onde é que eu já ouvi isto?), construção de mais esquadras e centros de reabilitação, aumento da eficácia dos hospitais públicos e a manutenção das 35 horas de trabalho. Sarkozy desvalorizou estas questões pelos custos que acarretam, sobretudo as 35 horas de trabalho que admite não eliminar, mas vai incentivar as horas extraordinárias, posicionou-se claramente contra a adesão da Turquia à União Europeia. Portanto, nada de novo…

O momento mais caricato do debate, na minha opinião, é quando Sarkozy fala das crianças deficientes e na sua integração no sistema de educação. É acusado de imoralidade politica pela sua adversária, porque anulou a medida socialista de colocação de 7 mil funcionários públicos a acompanhar estas crianças. Ségolène disse mesmo: «Je suis en colère!». Eu por acaso, também fico um pouco colérica quando ouço isto:

«Que tipo de educadores seríamos nós, se não pudéssemos chamar vadios aos vadios?»


E mais colérica fiquei, quando li isto:




Ségolène não será a candidata perfeita, e no debate faltou-lhe explicar como iria assegurar a concretização das políticas sociais que propõe. Mas como podem os franceses colocar no poder aquela figura de ar agressivo e autoritário, que diz isto do Maio de 68?


Talvez não seja motivo, para ficar colérico... Mas, se os próprios franceses rejeitam a herança de 68, o que será dos ideiais de esquerda no futuro?

Nota: O cartoon é de David Miège

segunda-feira, abril 30, 2007

Eleições em França: em jogo o futuro da esquerda?

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Os franceses preparam-se para escolher um novo presidente. Está em jogo, na minha opinião, uma orientação política para a Europa. A França sempre constituiu uma espécie de barómetro ideológico e político para os restantes países da União Europeia. Joga-se uma ideia de esquerda e de direita, mas também um estilo pessoal de fazer política.


À direita, Sarkozy radicaliza a luta contra a imigração, com um discurso intolerante e agressivo em nome da identidade nacional. O liberalismo económico é levado ao extremo e a nível internacional, há uma colagem à política externa da administração Bush. Definitivamente, não é esta a ideologia política que eu gostaria de ver como referência, até porque a actuação de Sarkozy, enquanto ministro do Interior, só endureceu a violência e as clivagens sociais. Espero que os franceses não esqueçam o contrato do primeiro emprego, e a tentativa de impor a precariedade laboral como norma.


À esquerda, Sególene Royal, propõe uma ideia de esquerda renovada, próxima do “socialismo de Blair” (e friso, entre aspas…), que contesta, por exemplo a semana de 35 horas de trabalho, mas simultaneamente mantém o discurso social. A proximidade a Blair, assusta-me em Sególene, mas a convicção com que defende um projecto de esquerda que promova a integração e a coesão social, leva-me a dar-lhe o benefício da dúvida. Um motivo de confiança, será sem dúvida, porque a alternativa é Sarkozy. O outro motivo é o meu desejo de ver uma política efectivamente de esquerda na Europa, à semelhança do que fez Zapatero.

Se Sarkozy ganhar, será uma longa caminhada no deserto para a esquerda europeia. Se Sególene ganhar, a esquerda poderá adquirir um novo alento, mas só se, a política que levar a cabo não for a falsa esquerda de Blair e Sócrates. Só o futuro o dirá, para já prefiro manter-me optimista e acreditar em Sególene. A ideia de esquerda precisa definitivamente de ser encarada com seriedade. Apesar das minhas reservas, espero que o seja com Sególene Royal.

Adenda: A ler o Manifesto dos Intelectuais de Esquerda no Libération, ou a tradução aqui.