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quinta-feira, julho 16, 2009

Mais sangue na Rússia de Putin





Estemirova, de 50 anos, trabalhou com a jornalista Anna Politkovskaya que foi assassinada há três anos em Moscovo. Em 2007, recebeu o Prémio Politkovskaya e foi distinguida pelos parlamentos europeu e sueco. »

Tal como Anna Politkovskaya, Natalia pagou com a vida a ousadia de denunciar os crimes desumanos da Rússia de Putin e com a mesma impunidade os assassinos não serão acusados. Serão encontrados bodes expiatórios, mas nunca os responsáveis morais e políticos destes crimes. No entanto o mundo sabe. Não sabem os líderes políticos com os seus interesses estrategicos e económicos, ignoram os crimes de Putin e o homícidio e perseguição brutal de uigures na China, mas nós não temos de o fazer...

"Ela dizia abertamente a verdade, às vezes falava das autoridades com dureza. Mas é por isso que apreciamos os defensores dos Direitos do Homem", acrescentou Medvedev, segundo quem este é "um acontecimento triste e uma provocação".

Sim, apreciamos os defensores dos Direitos do Homem! Lá me obrigam a falar de hipocrisia novamente... pelo menos na parte da provocação, ele acertou... Pena é que quem tem poder para reagir a provocações, não reaja...



domingo, agosto 24, 2008

A lenta retirada russa

Cartoon de John Sherffius

sábado, agosto 09, 2008

E assim, começa mais uma guerra...

Enquanto estávamos todos distraídos com os sequestradores do BES e com a abertura dos jogos olímpicos, começa uma guerra. Uma guerra passada para ultimo plano pelas nossas televisões, como se um sequestro pudesse ser mais importante que a morte de 1600 inocentes só nas primeiras horas deste conflito.


Bem que gostava de escrever um post que explicasse a situação da Ossétia do Sul e o conflito entre a Geórgia e a Rússia, mas não tenho informação suficiente para o fazer. Os meus conhecimentos de geopolítica no Cáucaso são limitados. Mas uma coisa eu sei, o estatuto indefinido da Ossétia da Sul, entalada entre Geórgia e Rússia era um barril de pólvora à espera de explodir. Mais um conflito que as Nações Unidas não conseguiram evitar.

Outro facto evidente é que uma Rússia afrontada, dificilmente irá ceder seja no que for. A Geórgia conta com o apoio declarado dos EUA, mas até onde irá esse apoio não se sabe. O Presidente da Geórgia parece-me persistente, hiperactivo como é descrito num artigo no Nytimes, não me parece estar muito preocupado com os cidadãos do seu país. Com velhos ressentimentos dos tempos da guerra fria a despontar, sei o suficiente para temer o pior...

Como sempre, sofrem os inocentes que não têm para onde fugir...