sexta-feira, junho 03, 2011
quinta-feira, junho 03, 2010
O silêncio de Manuel Alegre
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sexta-feira, dezembro 26, 2008
Oskar Lafontaine sobre a Esquerda II: A crise financeira
«Hoje, as forças motoras do capitalismo já não são os empreendedores, mas os investidores financeiros. É o capital financeiro que governa o mundo e que instaura globalmente uma economia de jogos de casino. A crise dos mercados financeiros era portanto previsível e esperada pelos peritos. No entanto, os governos não fizeram nada para impedir esta crise. Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, as elites políticas julgaram útil a especulação desenfreada. E o continente europeu inclinou-se frente a este juízo. Mesmo durante as fases em que a maioria dos governos europeus estava formada por partidos afiliados à Internacional Socialista, nenhuma medida foi tomada. A perda da dimensão crítica no que concerne ao capitalismo afundou lamentavelmente toda a política oportunista dos partidos socialistas e sociais-democratas. Se fosse necessário uma prova de fracasso, a crise actual dos mercados financeiros é essa prova.
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sábado, dezembro 20, 2008
Oskar Lafontaine sobre a Esquerda
«Ao início da minha carreira política, há cerca de 40 anos, as posições dos partidos de esquerda na Europa ainda eram relativamente claras, as suas missões estavam bem definidas. Ainda não havia esta uniformidade centrista que os grandes partidos revelam hoje. (...) Quer seja na Inglaterra, quer na Alemanha, quer em Espanha, quer em França ou alhures, a distância entre a teoria e a prática política é sintomática para a história do socialismo da Europa do Oeste. Quase sempre e quase por toda a parte, os dirigentes dos partidos socialistas abandonaram os seus princípios - frequentemente contra a vontade da massa dos militantes - em troca de uma pasta governamental.»
Lafontaine propõe ainda um conteúdo programático claro e coerente, insistindo na nacionalização de sectores estratégicos e no reforço dos serviços públicos:
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sexta-feira, maio 04, 2007
É este senhor, que querem? De certeza?
Em França, as sondagens publicadas após o debate entre os dois candidatos, continuam a dar vantagem a Nicolas Sarkozy. Apesar de não ter conseguido ver o debate Ségolène/Sarkozy na íntegra, pareceu-me que Sarkozy tentou esconder a faceta da brutalidade e Ségolène insistiu temática das políticas sociais.A candidata de esquerda insistiu no combate ao desemprego, pela criação de 500 mil empregos para os jovens (onde é que eu já ouvi isto?), construção de mais esquadras e centros de reabilitação, aumento da eficácia dos hospitais públicos e a manutenção das 35 horas de trabalho. Sarkozy desvalorizou estas questões pelos custos que acarretam, sobretudo as 35 horas de trabalho que admite não eliminar, mas vai incentivar as horas extraordinárias, posicionou-se claramente contra a adesão da Turquia à União Europeia. Portanto, nada de novo…
O momento mais caricato do debate, na minha opinião, é quando Sarkozy fala das crianças deficientes e na sua integração no sistema de educação. É acusado de imoralidade politica pela sua adversária, porque anulou a medida socialista de colocação de 7 mil funcionários públicos a acompanhar estas crianças. Ségolène disse mesmo: «Je suis en colère!». Eu por acaso, também fico um pouco colérica quando ouço isto:
«Que tipo de educadores seríamos nós, se não pudéssemos chamar vadios aos vadios?»
Talvez não seja motivo, para ficar colérico... Mas, se os próprios franceses rejeitam a herança de 68, o que será dos ideiais de esquerda no futuro?
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segunda-feira, abril 30, 2007
Eleições em França: em jogo o futuro da esquerda?
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Os franceses preparam-se para escolher um novo presidente. Está em jogo, na minha opinião, uma orientação política para a Europa. A França sempre constituiu uma espécie de barómetro ideológico e político para os restantes países da União Europeia. Joga-se uma ideia de esquerda e de direita, mas também um estilo pessoal de fazer política.
Se Sarkozy ganhar, será uma longa caminhada no deserto para a esquerda europeia. Se Sególene ganhar, a esquerda poderá adquirir um novo alento, mas só se, a política que levar a cabo não for a falsa esquerda de Blair e Sócrates. Só o futuro o dirá, para já prefiro manter-me optimista e acreditar
Adenda: A ler o Manifesto dos Intelectuais de Esquerda no Libération, ou a tradução aqui.
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