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domingo, outubro 04, 2009

Escapadinha: Buçaco




Vale mesmo a pena explorar os trilhos da Mata Nacional do Buçaco, é de cortar a respiração!

quarta-feira, agosto 26, 2009

De volta...



Praia das Furnas e Samoqueira (Porto Côvo)

quarta-feira, agosto 19, 2009

Time out


Deixem-me aproveitar, antes que cresça aqui um empreendimento turísitico... Até Breve!


quinta-feira, julho 30, 2009

Stupid me...



Placebo
"Battle for the sun"
2009

terça-feira, junho 09, 2009

Time out

A actividade bloguísitica será suspensa até Domingo, por motivos de força maior... como sejam as mini-férias, da semana de Junho com dois feriados ... Até Breve :))

segunda-feira, abril 20, 2009

Não, este blog não foi abandonado...

Ao contrário do que possa parecer, este blog não foi abandonado. Está a ser negligenciado por motivos técnicos, o portátil da blogger resolveu falecer. E está nesta altura nas mãos de um especialista que nem olhou para ele ainda... O que faz deste momento uma excelente altura para falar da actualidade, porque a minha raiva está direccionada para a tecnologia no geral e para os técnicos de informática em particular. É lamentável, porque eu até tinha várias críticas a fazer., facto agravado pela ausência de tempo para isso claro, porque fica mal estar no pc do trabalho a escrever longos posts...

Vou abreviar as críticas que tinha a fazer, sendo que alterei a minha ordem de prioridades. A sociedade de consumo e a "produção de material de duração inferior a 3 anos, para que depois se compre outro novo" está a conseguir irritar-me mais que o Socrátes, o que, sabe quem me lê, não é nada fácil. Estamos a falar do homem que escolhe Durão Barroso, o pagem da cimeira das Lages para Presidente da Comissão Europeia. E é também o tipo, que está a impedir o acesso já de si díficil dos cidadãos à justiça, pelo aumento das custas judiciais, num país em que os familiares das vítimas da queda de uma infra-estrutura do Estado acabam a pagar as custas judiciais desse mesmo processo. Se o panorama era lindo, ficou melhor.

E deixem-me que vos diga, este raciocínio já provocou o realinhamento das minhas prioridades... e o desenvolvimento desta ideia ficará para quando o meu portátil regressar do mundo dos mortos, se resolver regressar...

domingo, abril 05, 2009

Esperança segundo Harvey Milk

A semana passada recebi um telefonema.
De Altoona, Pensylvania.
A voz era de alguém muito novo.
E a pessoa disse: 'Obrigado'.
É preciso eleger gays.
Para que milhares
de crianças como esta,
saibam que existe
esperança numa vida melhor.
Esperança
num futuro melhor.

Eu só peço isto:
Se me assassinarem.
Peço uma mobilização
de cinco, dez, cem, mil pessoas.
E se uma bala entrar
no meu cérebro
que destrua cada
porta fechada.
Peço que continuem
com o movimento.
Porque não se trata
de um jogo pessoal.
Não se trata de ego.
Não se trata de poder.

Trata-se sim, daqueles como nós
espalhados pelo mundo.
Não apenas os gays.
Mas os negros, os asiáticos,
os idosos, os deficientes. 'Nós'.
Sem esperança,
'nós' desistimos.
Eu sei que não podemos ter
esperança quando estamos sozinhos,
mas sem esperança,
não vale a pena viver.

Por isso, você...
e você, e você.
Têm que os fazer acreditar.
Têm que os fazer acreditar.

Excerto do filme "Milk" de Gus Van Sant (2008)

domingo, março 15, 2009

Crónico... parece que sim


A Chronic dream by Coco Martin

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Um Carnaval diferente






Óbidos

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Ao tempão, que eu não postava um testezinho

Your Political Profile:
Overall: 10% Conservative, 90% Liberal
Social Issues: 25% Conservative, 75% Liberal
Personal Responsibility: 0% Conservative, 100% Liberal
Fiscal Issues: 0% Conservative, 100% Liberal
Ethics: 0% Conservative, 100% Liberal
Defense and Crime: 25% Conservative, 75% Liberal

domingo, fevereiro 15, 2009

Fim-de-semana para mim


Este fim-de-semana adiei um post que tencionava escrever sobre a actualidade. Estive longe da net a apreciar aquelas paisagens que nos são tão familiares, que passamos por elas sem as ver. Sem querer perdemos o hábito de apreciar um edíficio, uma pintura, uma árvore, um sol de primavera... Muitas vezes a realidade que nos pertuba impede-nos de ver as coisas bonitas que estão à nossa volta. E este blog tem sido muito sobre o que incomoda, e muito pouco sobre o que me faz sentir bem.

E bastou percorrer o Largo Camões, entrar na Igreja dos Italianos (quantas vezes passei lá e não me atrevi a entrar e ser deslumbrada...), desci a rua, passei os dedos pelos livros antigos e acabei naquela lojinha a regressar ao passado e à cozinha da minha avó. Umas comprinhas pelo meio, uns risinhos à conta das novas tribos urbanas e dos pregadores de esquina e foi um bonito sábado de primavera.

Antes do fim-de-semana acabar, aproveitei para disfrutar da iniciativa da Gulbenkian. Ao Domingo, as visitas aos museus são gratuitas. Uma tempestade de Turner, um Monet, um Manet, um escultura de Rodin, um pendente de Lalique... ao alcance de um olhar. E depois, é demorar-me naquele jardim magnfíco e ficar a contemplar uma magnólia em flor...


sábado, fevereiro 07, 2009

Talking to myself...

Estou a começar um post e a dizer a mim mesma, não vais voltar a escrever sobre a crise económica internacional. Já te repetes, pára lá! Mas a Corticeira Amorim avançou com um despedimento preventivo! E a fortuna do Sr. Américo Amorim pagava 4 mil anos de salários a esses trabalhadores... como queres que não fale da crise? Porque desde 2006 que tens vindo a barafustar contra a economia-casino, remember? Pois... ia repetir isso. Ok... talvez por hoje, possa criticar um bocadinho o Vaticano, para variar...

Já não bastava a constante ingerência na vida privada dos cidadãos, católicos e não católicos, pressionando os Estados a não permitir o casamento homossexual e a eutanásia, agora reabilitam-se bispos que negam a existência do Holocausto. Talvez em vez de olhar tanto para os cidadãos, o Vaticano devesse olhar-se ao espelho...

Vês, que despachei isto num parágrafo? E a crise? E os 600 mil postos de trabalho que se perderam nos EUA, só no mês de Janeiro? Do Vaticano não se esperava outra coisa... E que tal falar da forma como o caso Freeport, serve para desviar a atenção da total inépcia do Governo em combater a crise? Isso era bem, mas também se diz numa frase... A seguir vais querer falar da forma como um sistema bancário público, em que predominasse uma política socialista era a solução para a crise? Sim, isso era um bom tema... o fim das comissões por transferências entre bancos e a renegociação dos empréstimos à habitação com spreads mínimos! Queres que te acusem novamente de seguir a agenda do BE? Não! Então ficamos por aqui...

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Obrigado Amiga!

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversas de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Moraes

terça-feira, dezembro 30, 2008

As palavras que perdi ontem...

Detesto quando isto acontece. Ontem pensei num texto muito razoavelzinho para postar no blog. Acontece que não tinha onde escrever. Hoje que tenho o écran vazio à minha frente, não me sai nada de espirituoso. Podia tentar lembrar-me das palavras, mas já não saem da mesma forma. Não ia adiantar. Mais vale articular um discurso inflamado contra as incursões israelitas na faixa de Gaza. Os bombardeamentos a supostos ninhos de terroristas ceifam a vida de centenas de civis inocentes, mas esse é sempre um dano colateral justificado. É um argumento que se torna aborrecido, já para não julgar a ética e a moral de quem o profere. E atenção que o meu discurso inflamado aplica-se também ao Hamas, aos turcos e ao terrorista que se explodiu junto a uma escola no Paquistão.

O meu texto de ontem não era sobre a guerra. Era sobre estar acorrentado a uma realidade que não se quer viver. O que até tem muito a ver com o que estou a escrever agora. Quem havia de querer esta realidade? Bombas como prendas de Natal, subtilmente para ninguém ver, para ninguém se indignar. Sim indignar-se! Que mais pode um acorrentado fazer, senão indignar-se.

No meu texto de ontem falava de uma fuga para um mundo, onde ninguém me consegue acorrentar, onde eu sou livre de gritar o que quero. Soava bem melhor ontem. Uma fuga para puder ser quem eu sou. Ia fazer o que eu sei fazer bem e não o que me obrigam a fazer. Se calhar também ia mudar o mundo, mas adormeci antes dessa parte. Lembrei-me porque tinha essas correntes, tinha de sobreviver, tinha de comer e de pagar uma casa. Não fosse alguém pensar que desacorrentar-me era uma opção.

A fuga era real, lembro-me agora. A fuga era esta. Este écran vazio. O meu blog. O meu mundo virtual. Isso não me tiram, aqui não me podem acorrentar. Aqui vejo quem eu sou e o que sou capaz de fazer. Vi o valor que as correntes não me deixam ver. Vi-me a mim, já me tinha esquecido quem eu era. Ontem sorri e sentia-me bem. Sim, aqui não me podem acorrentar e sim aqui posso mudar o mundo. Pena é que essas palavras se tenham perdido para sempre... Escrevo outras, escrevo sempre...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Negro dentro de mim...

Só a escuridão. A escuridão que se vê quando se fecha os olhos e se vê: a cor negra e os pequenos seres de luz que a habitam. Sem conseguir olhar fixamente para o negro ou para a luz. O negro dentro de mim. As figuras de luz que o quebravam. Um negro tão absoluto, tão profundo e tão infinito que o olhar avançava por ele sem encontrar um lugar onde pudesse deter--se. Abri os olhos. Dentro de mim era vazio. Com o olhar sobre o corpo da minha mãe, via na janela o céu subitamente negro. A noite. A ideia do meu braço a tremer. O céu negro como o meu interior. E o céu, negro, negro, negro, rasgou-se como se todo o céu e toda a sua escuridão fossem um pano negro sobre o mundo. O céu rasgou-se num ruído de rochas a afastarem-se depois de milhões de anos. E o céu gritou um trovão que era a voz do mundo e da escuridão, um trovão que era a voz de todo o sofrimento do mundo. Um grito de terror. O céu e o mundo a dizerem um grito negro que explodia dentro de mim. Todo o sofrimento do mundo explodiu dentro de mim. A chuva começou a cair em gotas grossas sobre a noite. A chuva era feita de gotas grossas e negras que caíam do céu e que lançavam sobre a terra todo o sofrimento e toda a escuridão. Entrava chuva no quarto. (…) Entrava vento que trazia chuva e mais sofrimento e mais escuridão. A noite e a escuridão e o sofrimento eram como se tivesse passado os portões de ferro da morte. O céu gritava trovões, e a morte, repetida, enchia a casa e explodia dentro do meu peito vazio e negro.


José Luís Peixoto, "Uma casa na escuridão", p.173

quinta-feira, outubro 23, 2008

Tapa-sonhos


Se alguém tem dúvidas acerca de quem poderia, alguma vez, lembrar-se de fotografar a filosofia de pacote de um iogurte "Danone"... sim, fui eu que tirei a fotografia... :))

Eu sabia que alguma coisa me boicotava os sonhos... agora que era uma tampa de iogurte!!

Ou não... ou não...




quinta-feira, agosto 21, 2008

Back...

E então, foi assim:



E acabou... Chuifff....

terça-feira, agosto 12, 2008

Time out


Uma semaninha de férias para descansar, espero que quando voltar a Guerra no Cacáuso tenha terminado... Caso contrário cá estaremos para desancar a Rússia de Putin e Medved, e os restantes senhores que jogam xadrez político com a vida das pessoas!
.
Até já!!

segunda-feira, junho 23, 2008

My Hopes and Dreams: o regresso

Apetece-me voltar a ser blogger. Mesmo se as razões que me levaram a deixar de o ser, ainda persistam. Mas de alguma forma, já não são importantes. No fundo os meus posts não são mais que desabafos, sobre o que me inquieta e os desabafos não precisam de ser ouvidos ou lidos, só têm de ser proferidos.

Não precisam de ter fundamento científico, de ser eloquentes ou brilhantes, podem mostrar ingenuidade, insegurança, medo, falta de cultura política, atrevimento ou imaturidade. Porque não? Podem não ter sentido nenhum ou ter sentido só para mim.

E a minha preocupação com a qualidade? Vou continuar a ser exigente comigo própria, mas não em demasia. Porque há dias de maior ou menor inspiração, existem erros, lapsos, imprecisões, falta de tempo, impaciência, mau humor...

Portanto, o blog continua. Continua porque eu disse demasiadas vezes, «isto dava um post»... post que eu não escrevi e fica um amargo de boca, uma sensação francamente dispensável. E continua, neste mesmo lugar, neste formato, com este nome, porque nada vai mudar... vou continuar a divagar pela actualidade, pela poesia, pela arte e pelas minhas sensações, angústias, felicidades ou o que seja. Mesmo que as minhas divagações sejam mundanas ou me exponham em demasia, seguem dentro de momentos...

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Para mim em particular

Uma canção passou no rádio…
E quando o seu sentido se parecia apagar
Nos ponteiros do relógio…
Encontrou no 6º andar,
Alguém que julgou
Que era para si
Em particular.
Que a canção,
Estava a falar





E quando a canção morreu
Na frágil onda do ar
Ele nem soube que ela deu
O que ninguém estava lá para dar


Um sopro,
Um calafrio,
Raio de sol,
No refrão…


Um nexo enchendo o vazio
Tudo isso veio,
Numa simples…


Canção!