Feliz aniversário menina que queria mudar o mundo
Se ela mandasse, o mundo não estaria tão doente...
Mafalda uma criação de Quino
Some see things as they are and say "Why?" I dream things that never were and say "Why not?" George Bernard Shaw
Se ela mandasse, o mundo não estaria tão doente...
Mafalda uma criação de Quino
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Descritores: Cartoon
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Descritores: Eleiçoes, Política Nacional
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Descritores: Democracia, Eleiçoes, Justiça, Política Nacional
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Descritores: Democracia, Política Nacional
«Um ano após a bancarrota do liberalismo, o (pequeno) pânico das oligarquias dissipou-se; o sistema político parece estar congelado em seu proveito. De vez em quando, um operador mais duvidoso – ou mais azarento – acaba por ficar atrás das grades, entoando-se nessa altura as palavras mágicas: moralização, ética, regulamentação, G20. Mas depois tudo recomeça como dantes. Christine Lagarde, ministra francesa da Economia e antiga advogada comercial em Chicago, questionada a respeito dos prémios colossais reservados aos traders do BNP-Paribas, recusou-se há pouco a condená-los: «Se dissermos “proibamos os bónus”, o que vai acontecer é que as melhores equipas de traders irão simplesmente estabelecer-se noutro lado». Instalados num sistema político que os protege – e que eles protegem –, aproveitando-se do cinismo geral e do desencorajamento popular, os traders e as seguradoras médicas vão continuar a perseverar na sua função de parasitas. O «abuso» não constitui um desvio do seu negócio, é a sua própria essência. O que se impõe, por conseguinte, não é uma «reforma» que eles possam aceitar, é retirar-lhes a capacidade de serem prejudiciais.»
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Descritores: Crise, Desigualdade, Economia

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Descritores: Angústia existencial
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Descritores: Eleiçoes, Política Nacional
Paranoia is in bloom,
The PR transmissions will resume
They'll try to, push drugs that keep us all dumbed down
And hope that, we will never see the truth around
(so come on)
Another promise, another seed
Another, packaged lie to keep us trapped in greed
And all the, Green belts wrapped around our minds
And endless, red tape to keep the truth confined
(so come on)
They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious
so come on
Interchanging mind control
Come let the, revolution takes its toll
If you could, flick the switch and open your third eye
You'd see that
We should never be afraid to die
(so come on)
Rise up and take the power back
It's time the fat cats had a heart attack
They know that their time's coming to an end
We have to unify and watch our flag ascend
They will not force us
They will stop degrading us
They will not enslave us
We will be victorious
They will not force us
They will stop degrading us
They can not control us
We will be victorious
MUSE
Album Resistance
2009
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Descritores: Eleiçoes, Política Nacional, Portugal
Génesis
De mim não falo mais: não quero nada.
De Deus não falo: não tem outro abrigo.
Não falarei também do mundo antigo,
pois nasce e morre em cada madrugada.
Nem de existir, que é a vida atraiçoada,
para sentir o tempo andar comigo;
nem de viver, que é liberdade errada,
e foge todo o Amor quando o persigo.
Por mais justiça ... - Ai quantos que eram novos
em vão a esperaram porque nunca a viram!
E a eternidade...Ó transfusâo dos povos!
Não há verdade: O mundo não a esconde.
Tudo se vê: só se não sabe aonde.
Mortais ou imortais, todos mentiram.
Jorge de Sena
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Descritores: Angústia existencial, Poesia
Confesso que estava curiosa em relação a este debate, porque iria ser uma oportunidade de ver desmontada a politica do governo Sócrates, que mergulhou o país numa crise económica agravada por uma total desprotecção social do cidadão. Mas não foi isso que aconteceu, porque numa estratégia bastante eficaz, Sócrates virou o jogo para o programa do bloco, evitando que o debate incidisse sobre os colossais erros da sua governação. Louçã viu-se obrigado a defender o seu programa político, chegando a repetir-se e cometeu o erro de não confrontar as suas propostas com as medidas tomadas por este governo. Não conseguiu passar das referências à Galp, Américo Amorim e ao caso dos contentores de Alcântara. Sem com isto querer dizer que o apelo à transparência e o combate à corrupção não sejam importantes, mas era preciso ter passado para outros pontos fulcrais como a sustentabilidade de um Estado social capaz de financiar a oferta de créditos com baixas taxas de juro às PME, serviços de educação e saúde gratuitos.
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Descritores: Economia, Eleiçoes, Política Nacional, Sociedade
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Descritores: Democracia, Economia, Eleiçoes, igualdade, Justiça, Portugal
Nunca é tarde para aprender a lavar as mãos
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Descritores: Hiponcondria, Humor, Portugal, Saúde
Nos EUA decorre uma escandalosa campanha contra o plano nacional de saúde de Obama. O sistema público de saúde está a ser apelidado de comunista, comparado à antiga URSS, diabolizado de uma forma ridícula. Por trás desta violenta campanha de manipulação dos cidadãos americanos, estão os lobbies das seguradoras de saúde privadas que sentem os seus lucros milionários ameaçados. De facto estas empresas obtêm lucros espantosos, porque cobram preços elevadíssimos que depois não correspondem aos serviços efectivamente prestados. São recusados vários tipos de tratamentos graças a cláusulas contratuais abusivas. Basta ver o filme “Sicko” de Michael Moore para perceber o grau de desumanidade e de fraude que impera neste sector.
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Praia das Furnas e Samoqueira (Porto Côvo)
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Descritores: About me, Costa Alentejana, Férias
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Descritores: Desigualdade, Portugal, Sociedade
O aproximar de eleições e a organização de listas partidárias acaba por trazer ao de cima todo o tipo de jogadas políticas, que tão má imagem dão da nossa democracia e particularmente da organização dos partidos. Os amigos entram nas listas, mesmo que estejam envolvidos em processos judiciais com fortes evidências de corrupção. Os inimigos, que é como quem diz quem nos criticou e se opôs ao querido líder, são gentilmente afastados. Os que se indignaram porque não podem estar nas autárquicas e nas legislativas, são devidamente recompensados para não levantarem mais ondas. Veja-se como Sónia Sanfona puxa dos seus contactos no poder central para prometer médicos aos munícipes de Alpiarça, já que não pode voltar a ser deputada na assembleia da república... Haja alguma compensação claro está...
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Descritores: Democracia, Eleiçoes, Política Nacional
Que eu não fui há um momento,
sabes já? E tu dizes não saber.
Então sinto que se não andar a correr,
posso nunca ter passado totalmente.
Sim, mais do que sonho de um sonho sou.
Só o que a limites consolidados aspirou,
é como um dia e como um som que esvoaça;
pelas tuas mãos inominado passa,
para a múltipla liberdade encontrar,
e elas com tristeza o vêm a abandonar.
E o escuro apenas para ti ficou,
e, crescendo para a luz vazia,
uma história do mundo se erguia
de uma pedra que cada vez mais cegou.
Ainda há alguém a construir?
As massas de novo às massas dão voltas,
as pedras estão como soltas
E nenhuma foi por ti talhada...
Rainer Maria Rilke
In O Livro de Horas, p. 161
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Descritores: Humanidade, Poesia
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Descritores: Exclusão Social, Portugal, Saúde, Sociedade
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Descritores: Política Nacional, Sociedade
Placebo
"Battle for the sun"
2009
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Descritores: About me, Angústia existencial, Musica
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Não há nada melhor que a Gripe A para fazer esquecer a proximidade das eleições legislativas e a falta de propostas viáveis para o futuro do país dos candidatos a Primeiro-Ministro. Chega-se ao cúmulo de um deles ainda nem ter apresentado qualquer projecto para o país. Mas o importante é que as pessoas alucinem com a Gripe A. Não utilizem os apoios no metro e no autocarro, mais vale partir uma perna que apanhar um punhado de germes e vírus da Gripe A!! Caixas Multibanco, só com um toalhete desinfectante! Mas o melhor para perceber a dimensão da paranóia, é ler um artigo que vinha hoje no Diário Económico com o título «Acabou-se o beijinho e o “passou-bem”».
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Descritores: Desigualdade, Portugal, Sociedade
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Descritores: Direitos humanos, Política Internacional, Rússia
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Descritores: h, Justiça, Política Internacional, Política Nacional
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Descritores: Materialismo, Portugal, Sociedade
E o que dizer do acesso à justiça? Já de si caro e moroso, já de si só acessível a alguns, foi ainda dificultado pelo aumento das custas judiciais. Nem será de falar das empresas que encerraram sem que nada fosse feito. Preferem-se planos de investimento megalómanos que vão afectar o nosso endividamento, a investimentos ponderados na recuperação de escolas e hospitais, que podiam estimular a economia a nível local. Até a nível ambiental se conseguiu desresponsabilizar as industrias que façam descargas poluentes...
E devo-me estar a esquecer de outras tantas evidências, mas a nota fundamental é que há sempre quem ganhe e não somos nós meros mortais. E convém acrescentar que o que se discutiu não foi o Estado da Nação, nem as questões que eu levantei. Discute-se um imbecil que não se sabe comportar e que já tinha demonstrado isso há muito tempo, porque agora fez um gesto ofensivo e isso é que é a noticia... Os gestos ofensivos deste governo ao longo da legislatura, não incomodaram ninguém...
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Descritores: Desigualdade, Política Nacional, Portugal
(...)
O tempo em que viesses sim seria
um tempo vertebrado um tempo inteiro
e não meras palavras arrancadas ao tinteiro
e alinhadas em fugaz caligrafia
Viesses tu que a tua vinda afastaria
todos os meus cuidados transeuntes
e para sempre alegre viveria
os meus dias infantes já distantes
A solução da solidão compartilhada
onde vejo o meu mais profundo mundo
seria a solução ampla e sem fundo
oposta sem resposta ao meu país do nada
Com a voracidade do olvido
seria só tu vires e lutares
e por mim de olhos enormes e crepusculares
serias ente querido recebido
Volta com as primeiros anjos de dezembro
num vasto laranjal eu quero amar-te
e então a tua vida há-de ser a minha arte
e o teu vulto a única coisa que relembro
O passado é mentira digo eu
sensível ao esplendor do meio-dia
e sob a árvore plena de alegria
o mínimo cuidado esmoreceu
Ao grande peso de tanto passado
com a insónia da dúvida na testa
basta a tua presença que protesta
e todo eu me sinto renovado
Ruy Belo
"Poema para a Catarina"
in Despeço-me da Terra da Alegria
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