terça-feira, junho 09, 2009
sábado, junho 06, 2009
Europeias, o que está em causa?
A parte gira é que o próprio site analisa os resultados das nossas respostas, desenha o nosso posicionamento político e indica os partidos que mais se aproximam dessas posições. Se clicarmos nos diferentes partidos, conseguimos ver resposta a resposta, semelhanças e diferenças. Além disso, os gráficos são bastante elucidativos e estão muito bem feitos.Da minha parte, os resultados até estão dentro do que eu esperava. Mas o fundamental foi verificar que as minhas preocupações sociais e os meus ideais, têm uma representação partidária. Eu quero um partido que defenda o referendo à constituição europeia, e que pretenda uma Europa solidária que coloque os direitos do cidadão comum à frente do poder económico. Essa representação existe, por isso não vejo qualquer razão para não ir votar amanhã!
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Descritores: Abstenção, Democracia, Europa
quarta-feira, junho 03, 2009
O que significa afinal abster-se?
Lembrei-me que já tinha falado de abstenção, mantenho a mesma opinião:
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Descritores: Abstenção, Democracia, Sociedade
domingo, maio 31, 2009
A culpa é dos Partidos?
Logicamente esta orientação subverte toda a lógica democrática, porque ao ingressar num determinado partido, o individuo está a pensar em si próprio, na cunha que irá obter, na carreira que irá alcançar e nunca no bem comum ou na forma como poderá contribuir para melhorar a democracia.
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Descritores: Cidadania, Democracia, Política
domingo, maio 24, 2009
Morin: Conhecimento, responsabilidade e solidariedade
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Descritores: Conhecimento, Desigualdade, Sociedade
terça-feira, maio 19, 2009
Do Cristo Rei à Crise
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Descritores: Crise, Desemprego, Religião
domingo, maio 17, 2009
Laicismo, não na televisão pública
E nós seremos mesmo um país de cristãos?
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Descritores: Religião
quinta-feira, maio 14, 2009
Direitos de autor, protecção económica ou liberdade de acesso
Acabou de ser aprovada em França, pela maioria Sarkozy, uma lei que criminaliza os utilizadores de Internet que efectuem downloads ilegais, com a punição de permanecerem impossibilitados de usar o serviço durante o ano. Os utilizadores continuam a pagar o serviço sem que o possam utilizar e tudo isto é decidido num processo administrativo, sem a intervenção de um juiz. Os fornecedores de Internet controlam os sites visitados pelos clientes e caso tenha lugar algum download, são enviados 2 avisos, após os quais o cliente é automaticamente considerado culpado. Ora isto é chamada inversão do ónus da prova, o indivíduo é imediatamente declarado culpado e ele próprio terá de provar o contrário. Democrático, não?
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quarta-feira, maio 13, 2009
Violência urbana... again
Existem ainda outras infra-estruturas de apoio social que seriam úteis e das quais pouco se fala. Um centro cívico que ofereça à comunidade actividades culturais e desportivas, apoio social, orientação profissional, que se transforme num alicerce comunitário, que suscite sentimentos de pertença e de confiança nas instituições. Porque é que não existe a figura de um tutor social ou mediador, que ajude cada família a estruturar a sua situação socioeconómica e a própria vida familiar, que identifique problemas e em articulação com outras entidades, ajude a encontrar soluções? Em vez de formarmos psicólogos e sociólogos para call-centers, bem podíamos integra-los num projecto deste tipo.
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Descritores: Desigualdade, Exclusão Social, Sociedade
terça-feira, maio 12, 2009
A pretexto da crise...
"Os Contemporâneos" 10 de Maio de 2009
Ainda bem que estes senhores regressaram... explicam isto da crise, bem melhor que eu!
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terça-feira, maio 05, 2009
Internet livre, antes ou depois de 5 de Maio?
Parece incrível como algumas noticias verdadeiramente importantes para o nosso dia a dia, nos passam completamente ao lado. Só hoje descobri que estará a ser votada no Parlamento Europeu uma lei que acaba com a utilização livre da Internet. Esta lei se for aprovada, permite que os fornecedores dos serviços de Internet definam o que o utilizador pode ou não aceder, como se se tratasse de um pacote televisivo pré-formatado. Isto acontece porque o livre acesso à informação é uma mais valia para o cidadão, mas não para o Estado e para as grandes empresas porque representa uma forma de perda de poder e controlo.Adenda: Felizmente a lei não passou, a votação foi adiada:
«O Parlamento Europeu adiou hoje em Estrasburgo a reforma da actual legislação sobre comunicações electrónicas, rejeitando propostas de cortes de acesso à Internet em casos de downloads ilegais.
Ao assumir esta posição, naquela que é a última sessão plenária da actual legislativa, a assembleia remete para o próximo Outono o chamado processo de "conciliação", com vista a um entendimento entre o Parlamento Europeu e o Conselho (27 Estados-membros) sobre todo o pacote legislativo relativo às telecomunicações.
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Descritores: Direitos humanos, Info-exclusão, Internet, Liberdade
sábado, maio 02, 2009
AAAtchiiiiimmmm!!

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terça-feira, abril 28, 2009
Mayday: porquê?
Infelizmente esta realidade não é nova, o que me leva a escrever este post, é que a realidade da precaridade está a assumir contornos perfeitamente inadmissíveis. Como é do conhecimento geral, o Estado era um dos maiores empregador es de trabalhadores a recibo verde. Agora numa tentativa de moralizar o sistema (já veremos se é disso que se trata), o governo proibiu a contratação a recibo verde. A consequência tem sido um inventar de esquemas para colmatar essa situação, como tentar persuadir os trabalhadores a constituírem-se como empresas ou tão ou mais grave, recorrer a empresas de recrutamento de mão-de-obra a recibo verde.
Na prática o Estado não comete nenhuma ilegalidade, os precários continuam a trabalhar a recibo verde, com a escandalosa agravante de serem explorados por uma segunda entidade, que irá obter lucros dessa posição porque cobra ao Estado, que não paga directamente aos funcionários. Já tinha ouvido rumores que isto estava a acontecer, mas não tinha lido sobre casos concretos até aqui. O blog “Precários inflexíveis” denuncia a estranha relação da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e a empresa ESContact Center que passo a citar:
«A ES Contact Center irá gozar de um investimento de 700 mil euros da câmara municipal das Caldas da Rainha. Segundo uma notícia recente do DN, a ES Contact Center mencionou epistolarmente a possibilidade de procurar outras paragens caso a autarquia recusasse embarcar nesta ajuda. Importa aqui referir que o administrador delegado da ES Contact Center é Pedro Champalimaud, presidente da Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC), pelo que a ameaça de deslocalização assume uma gravidade acrescida. Mas está tudo bem, a ameaça não se concretizará.
Afinal, a mesma ES Contact Center que agora vem pedir patrocínio aos contribuintes das Caldas da Rainha e de todo o país foi considerada há um ano a empresa do ano em 2007, recebendo um prémio da própria Câmara Municipal das Caldas da Rainha. E Pedro Champalimaud recebeu do sector o prémio individualidade do ano em Dezembro, pelo seu trabalho à frente da ESContact Center e da APCC. Por isso, há que mantê-los nas Caldas da Rainha a todo custo, não é? Terá sido o que pensou o Presidente da autarquia, Fernando Costa (PSD), que fez aprovar o negócio há dias em assembleia municipal. Argumenta o Presidente que estes 700 mil euros representam a garantia de mais “300 a 350postos de trabalho” no concelho e "150 mil euros de ordenados por mês".
E ficaria também bem perguntar aos responsáveis da RTP, do Turismo de Portugal, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e do Instituto Português da Juventude – todos clientes ilustres da ES Contact Center - se estão dispostos a assumir uma posição clara contra esta extorsão de dinheiro dos contribuintes e acima de tudo contra a precariedade e exploração dos trabalhadores do call center.»
É esta a novidade que nos deve indignar profundamente. Há quem consiga lucrar com a exploração laboral que já era dramática sem intermediários sem escrúpulos. É incrível a falta de ética, que é induzida pelo próprio Estado, cujo objectivo é camuflar a realidade do trabalho precário no sector público. A precariedade aumenta e os direitos laborais conquistados no sec.XIX ficam cada mais longe, a não ser que iniciativas como o Mayday venham alertar para a necessidade de os reconquistar.
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Descritores: Direitos humanos, Precaridade laboral, Trabalho
domingo, abril 26, 2009
Para todas as jovens almas censuradas
José Mário Branco "Queixa das jovens almas censuradas"
Dedicado a todas as jovens almas censuradas, as de ontem e as de hoje...
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Descritores: Angústia existencial, Direitos, Liberdade
sábado, abril 25, 2009
Por ser 25 de Abril...
Por ser 25 de Abril, vou fazer uma reflexão e não um lamento. Já todos temos a noção que a liberdade e o regime democrático não trouxe as mesmas liberdades, direitos e garantias para todos. Já percebemos que por mais que trabalhem ou por mais mérito que tenham, vastas camadas da população estão irremediavelmente excluídas de posições de poder, político ou económico. Vale a pena pensar porque isto acontece. Não será um problema profundo de mentalidade colectiva? Até que ponto temos noção do que é realmente o bem comum e percebemos o conceito de cidadania?Porque é que até as pessoas mais idealistas, em posição de poder, seja no sector privado seja no público, se perceberem que podem tirar benefício próprio da função que têm, apropriam-se do que podem. Abdicam de qualquer ideal ético ou moral e delapidam o bem público, sem se preocupar com as consequências que daí advêm para todos. Assim surgem as desigualdades escandalosas de salários milionários, prémios de produtividade, chorudas reformas para uns e para outros nem um emprego, ou um salário que garanta condições mínimas de dignidade. Sendo que isto, num país que não é rico estrangula as possibilidades dos que não estão em posição de poder. Neste momento, a maioria da população tem apenas liberdade para lutar por níveis mínimos de sobrevivência, a mobilidade social ou económica está-lhes vedada. As portas que Abril abriu estão há muito fechadas para essa extensa maioria.
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Descritores: Democracia, Desigualdade, Direitos, Liberdade, Portugal
quinta-feira, abril 23, 2009
Preocupante ou talvez não
O que torna tudo isto procupante, é que a justiça é um garante do sistema democrático. A pensar nesta questão, lembrei-me de um post do Devaneios Desintéricos e como alguém já tinha exposto esta preocupação claramente há um ano atrás:
«O acesso à Justiça é um dos melhores indicadores da salubridade democrática de um Estado. Não é, pois, por acaso que quase todas as Constituições dos países livres dedicam algumas linhas dos respectivos elencos de direitos, liberdades e garantias a assegurarem que a nenhum cidadão poderá ser negado o acesso à Justiça em resultado das suas insuficiências económicas.»
Na altura o tema era a Portaria nº10/2008, que na prática limitava o acesso aos advogados oficiosos e assim vedava o acesso à justiça dos cidadãos com dificuldades económicas. E se esse facto já era preocupante e discriminatório, é agora agravado. A discriminação de quem tem carências económicas é evidente e no entanto envolve um silêncio ensurdecedor.
Será que se tornou tão banal e expectável, que já não merece a nossa atenção?
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segunda-feira, abril 20, 2009
Não, este blog não foi abandonado...
Vou abreviar as críticas que tinha a fazer, sendo que alterei a minha ordem de prioridades. A sociedade de consumo e a "produção de material de duração inferior a 3 anos, para que depois se compre outro novo" está a conseguir irritar-me mais que o Socrátes, o que, sabe quem me lê, não é nada fácil. Estamos a falar do homem que escolhe Durão Barroso, o pagem da cimeira das Lages para Presidente da Comissão Europeia. E é também o tipo, que está a impedir o acesso já de si díficil dos cidadãos à justiça, pelo aumento das custas judiciais, num país em que os familiares das vítimas da queda de uma infra-estrutura do Estado acabam a pagar as custas judiciais desse mesmo processo. Se o panorama era lindo, ficou melhor.
E deixem-me que vos diga, este raciocínio já provocou o realinhamento das minhas prioridades... e o desenvolvimento desta ideia ficará para quando o meu portátil regressar do mundo dos mortos, se resolver regressar...
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terça-feira, abril 14, 2009
Chegados a este ponto...
E que tal coragem para dizer que a crise é para todos e logo não há prémios milionários? Até o Obama fez isso com a AIG. Vamos ver até quando se pode manter esta desigualdade de direitos. Será até ao ponto das crianças chegarem subnutridas aos hospitais ou às escolas? É que esse ponto já chegou....
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Descritores: Crise, Política Nacional, Portugal
domingo, abril 12, 2009
Acabei o fim-de-semana com...
Um Concerto assim:
Deolinda "Movimento Perpétuo Associativo"
A letra explica muito, não explica?
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Descritores: Musica
quarta-feira, abril 08, 2009
Berlusconi again...
Normalmente as tragédias suscitam reacções unânimes de pesar e entreajuda, mas não com Berlusconi. Este governante detestável nem nestas situações consegue esconder o seu calculismo e insensibilidade. Ao que parece a experiência traumática da vivência de um sismo, a perda da casa, a morte de conhecidos e familiares é o comparável a um fim-de-semana no campismo. Que divertido! Nem se percebe porque é o Primeiro-Ministro italiano não se juntou à festa. Ao que parece, não vai visitar pessoalmente as zonas mais atingidas da cidade de Aquila. Não se percebe porquê, podia tocar viola à fogueira e comer marshmallows…
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terça-feira, abril 07, 2009
domingo, abril 05, 2009
Esperança segundo Harvey Milk
A semana passada recebi um telefonema.
De Altoona, Pensylvania.
A voz era de alguém muito novo.
E a pessoa disse: 'Obrigado'.
É preciso eleger gays.
Para que milhares
de crianças como esta,
saibam que existe
esperança numa vida melhor.
Esperança
num futuro melhor.
Eu só peço isto:
Se me assassinarem.
Peço uma mobilização
de cinco, dez, cem, mil pessoas.
E se uma bala entrar
no meu cérebro
que destrua cada
porta fechada.
Peço que continuem
com o movimento.
Porque não se trata
de um jogo pessoal.
Não se trata de ego.
Não se trata de poder.
Trata-se sim, daqueles como nós
espalhados pelo mundo.
Não apenas os gays.
Mas os negros, os asiáticos,
os idosos, os deficientes. 'Nós'.
Sem esperança,
'nós' desistimos.
Eu sei que não podemos ter
esperança quando estamos sozinhos,
mas sem esperança,
não vale a pena viver.
Por isso, você...
e você, e você.
Têm que os fazer acreditar.
Têm que os fazer acreditar.
Excerto do filme "Milk" de Gus Van Sant (2008)
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quarta-feira, abril 01, 2009
Caso práctico
Os trabalhadores não recebem salários desde Novembro do ano passado. Pode-se imaginar o drama das pessoas, muitas da mesma família a trabalhar no mesmo local. Resolveram fazer um protesto à porta da empresa e parar a laboração. Foi então que lhes foi "sugerido" que levassem o seu protesto à Câmara Municipal. Aparentemente a culpa dos salários em atraso é de uns 200 mil euros que ainda não foram pagos. Seria suposto acreditar que a empresa não teria outras fontes de receita? A estratégia era essa...
Conscientes ou não da manipulação subliminar ou porque não existia alternativa, os trabalhadores acederam a levar o protesto para outro lado. E lá foram para a praça do município, onde já estavam mais polícias que trabalhadores. E lá foram recebidos pelo Presidente da Câmara que acedeu a dar um aval ao tal pagamento...
Um final feliz? Para o empresário sim, recebeu uma dívida que nunca receberia sem esta pressão dos trabalhadores, com um bando de jornalistas locais atrás, diga-se... E os salários em atraso continuam sem ser pagos, enquanto outros bens foram adquiridos e rapidamente colocados em nome de esposas e netos...
Ao ponto que chega a mesquinhez e a manipulação... usar a dignidade dos trabalhadores em proveito próprio, desta forma? É o capitalismo selvagem no seu melhor, sem regulação e aos desprotegidos, sem defesa, nem a dignidade resta...
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Descritores: Desigualdade, Economia, Trabalho
sábado, março 28, 2009
A crise não passou por aqui...

António Vitorino não se pode queixar da crise, por cada assembleia geral da Brisa ganha 5 mil euros. Três horas a debitar ordens de trabalhos e a passar a palavra ao senhor accionista A, B ou C valem 5 mil euros? É remuneração digna de jogador de futebol! Justíssimo dirá certamente com ironia quem nem anualmente aufere essa quantia...
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Descritores: Desigualdade, Justiça, Sociedade
quinta-feira, março 26, 2009
Ninguém é quem queria ser
Manuel Cruz "Foge, Foge Bandido"
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Descritores: Angústia existencial, Musica
quarta-feira, março 25, 2009
Como é que se quantifica o desespero?
É difícil avaliar um número. Um aumento de 18% de inscritos nos centros de emprego só no mês de Fevereiro traduz-se em quê, exactamente? Quantas vidas estão aqui em jogo? Não só as que perdem o emprego, mas as suas famílias. Perdidas, desesperadas, sem meio de subsistir, sem saber o que esperar do futuro. Como é que se quantifica o desespero? E o que dizer das pessoas que vivem esta mesma situação, mas não estão na estatística?
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Descritores: Crise, Desemprego, Desigualdade
domingo, março 22, 2009
O poema
MURIEL
Às vezes se te lembras procurava-te
retinha-te esgotava-te e se te não perdia
era só por haver-te já perdido ao encontrar-te
Nada no fundo tinha que dizer-te
e para ver-te verdadeiramente
e na tua visão me comprazer
indispensável era evitar ter-te
Era tudo tão simples quando te esperava
tão disponível como então eu estava
(...)
Mesmo agora te vejo e mesmo ao ver-te não te vejo
pois sei que dentro em pouco deixarei de ver-te
(...)
Vejo-te agora vi-te ontem e anteontem
E penso que se nunca a bem dizer te vejo
se fosse além de ver-te sem remédio te perdia
Mas eu dizia que te via aqui e acolá
e quando te não via dependia
do momento marcado para ver-te
Eu chegava primeiro e tinha de esperar-te
e antes de chegares já lá estavas
naquele preciso sítio combinado
onde sempre chegavas sempre tarde
ainda que antes mesmo de chegares lá estivesses
se ausente mais presente pela expectativa
por isso mais te via do que ao ter-te à minha frente
Mas sabia e sei que um dia não virás
que até duvidarei se tu estiveste onde estiveste
ou até se exististe ou se eu mesmo existi
pois na dúvida tenho a única certeza
Terá mesmo existido o sítio onde estivemos?
(...)
Talvez pensasse que naqueles encontros
em que talvez no fundo procurássemos
o encontro profundo com nós mesmos
haveria entre nós um verdadeiro encontro
como o que apenas temos nos encontros
que vemos entre os outros onde só afinal somos felizes
(...)
Passamos como tudo sem remédio passa
e um dia decerto mesmo duvidamos
dia não tão distante como nós pensamos
se estivemos ali se madrid existiu
Se portanto chegares tu primeiro porventura
alguma vez daqui a alguns anos
junto de califórnia vinte e um
que não te admires se olhares e me não vires
Estarei longe talvez tenha envelhecido
Terei até talvez mesmo morrido
Não te deixes ficar sequer à minha espera
não telefones não marques o número
ele terá mudado a casa será outra
Nada penses ou faças vai-te embora
tu serás nessa altura jovem como agora
tu serás sempre a mesma fresca jovem pura
que alaga de luz todos os olhos
que exibe o sossego dos antigos templos
e que resiste ao tempo como a pedra
que vê passar os dias um por um
que contempla a sucessão de escuridão e luz
e assiste ao assalto pelo sol
daquele poder que pertencia à lua
que transfigura em luxo o próprio lixo
que tão de leve vive que nem dão por ela
as parcas implacáveis para os outros
que embora tudo mude nunca muda
ou se mudar que se não lembre de morrer
ou que enfim morra mas que não me desiluda
Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido
ou nem sequer talvez tenha existido
Ruy Belo
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sexta-feira, março 20, 2009
Ó Rui... não seja ingénuo
E já agora... porque é que o outro anúncio da Antena1, em que uma senhora extremamente inteligente explica ao Pedro o que é a "depauperização da vida intelectual portuguesa" passou para segundo plano? Será porque a depauperização não é só intelectual?
Adenda: Parece que agora a Administração da RTP já concorda que o anúncio é excessivo...
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Descritores: Democracia, Direitos, Propaganda
quinta-feira, março 19, 2009
Coisas difíceis de engolir
Felizmente há quem de facto, não lhe dê ouvidos e aplique umas boas bofetadas de luva branca, que só pecam por não serem internacionalmente unânimes:
«O Ministério da Saúde espanhol revelou hoje que vai enviar mais de um milhão de preservativos para África num esforço de combater a propagação do vírus do HIV-SIDA e para fomentar a prevenção da doença.»
Há coisas dificieis de engolir, não há? Facto bem ilustrado no genial cartoon do Pedro Vieira, que eu gentilmente surripiei do Arrastão...
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Descritores: Direitos humanos, Igreja, SIDA
quarta-feira, março 18, 2009
Revista "A nossa gravidez"
A Nossa Gravidez oferece ao casal uma selecção de 35 grandes temas. Ao todo são 136 páginas de informação útil, que acompanha toda a evolução física e psicológica do casal grávido e do feto.
O curso prático oferecido aos pais tratará de questões como a segurança no primeiro ano de vida, primeiros socorros na infância, cuidados ao bebé recém-nascido, sexualidade e emoções no pós-parto.
O Curso decorrerá a 3 de Junho de 2009 no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa.
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